- André Francisco, 26, e Miguel Veríssimo, 20, estão a tirar a carta de pesados.
- São exceção à tendência de falta de jovens motoristas, num contexto de mercado com escassez desse tipo de profissional.
- Empresas de transportes chegam a contactar escolas para saber se existem recém-encartados disponíveis.
- A frase de José António Costa, proprietário da escola de condução Convento, em Mafra: “Quem tiver a carta de pesados só não tem emprego se não quiser”.
- A escola Convento é uma das cinco que ministram formação para pesados no concelho de Mafra.
Entre a escassez de motoristas jovens, dois casos destacam-se pela exceção. André Francisco, de 26 anos, e Miguel Veríssimo, de 20, estão a obter a carta de pesados, movidos pela paixão pela condução e pela perspetiva de melhores salários no setor.
As aprendizagens ocorrem numa altura em que o mercado de transportes tem procurado, com maior urgência, condutores com carta de pesados, mesmo entre jovens recém-encartados. Alguns empresários chegam a contactar escolas para saber disponibilidade de recém-habilitados.
André e Miguel frequentam formações de pesados numa escola da região de Mafra, onde existe um conjunto de cinco estabelecimentos que asseguram este tipo de formação. A procura por instrução especializada tem aumentado nos últimos meses.
Segundo o responsável de uma das escolas, a carta de pesados é vista como uma porta de entrada para oportunidades de emprego estáveis e com condições competitivas. Os números apontam para uma relação entre qualificação e colocação.
A falha de recrutamento de jovens motoristas tem sido destacada por várias empresas de transporte, que procuram reforçar equipas com condutores recém-encartados. A disponibilidade de cartas de pesados facilita o preenchimento de vagas.
No essencial, a dupla de jovens demonstra como a qualificação em pesados pode contrariar a tendência de carência de motoristas novos, abrindo caminho para carreiras com perspetivas de crescimento no setor.
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