- Região de Leiria ficou cerca de 30% mais pobre em pouco mais de duas horas, na madrugada de 28 de janeiro.
- O secretário executivo da CIM da Região de Leiria, Paulo Santos, disse que o PIB regional é de cerca de 7 mil milhões de euros e que a região ficou 30% mais pobre.
- Economistas estimam um impacto direto de cerca de 2 mil milhões de euros naquela madrugada, com recuperação demora.
- O episódio ocorreu na madrugada, com muita gente em casa e indústria parada, o que influenciou a dimensão do fenómeno.
- O responsável alerta que o país não teve a mesma intensidade em todos os locais; Pombal, Leiria e Marinha Grande foram mais atingidos do que Montemor, Pedrógão Grande ou Porto de Mós; no total, 18 pessoas morreram em Portugal.
O secretário executivo da CIM Região de Leiria afirmou que a região ficou 30% mais pobre em pouco mais de duas horas durante a madrugada de 28 de janeiro. A revelação foi feita na apresentação do Programa Municipal de Recuperação e Transformação de Pombal, intitulado Renascer e Avançar.
Paulo Santos explicou que a estimativa resulta de uma avaliação de economistas, permitindo perceber a dimensão do problema. O impacto direto ronda os dois mil milhões de euros, segundo o responsável.
O dirigente destacou que o fenómeno ocorreu na madrugada, quando a atividade económica estava menor, o que moderou perdas adicionais. Reforçou que a recuperação, pela sua natureza, exige tempo e prioridades claras.
Impacto económico
Para a região de Leiria, a perda é considerada de grande alcance, com danos em setores industriais e serviços. O titular da CIM frisou a necessidade de medidas específicas para regiões duramente atingidas.
O balanço sugere que os efeitos irão perdurar, exigindo planeamento regional focalizado. Em paralelo, o governo é lembrado para adaptar políticas à realidade local, com ações prioritárias.
Contexto nacional
A atualização ocorre numa altura em que Portugal enfrenta as consequências das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Entre os efeitos estão danos materiais, feridos e deslocados, especialmente no Centro, Lisboa e Alentejo.
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