- Marcas de luxo fecharam ou reduziram operações no Médio Oriente devido ao agravamento do conflito, com lojas em Dubai e outros centros a funcionar com equipas reduzidas.
- O Chalhoub Group, que gere lojas de Versace, Jimmy Choo e Sephora, confirmou encerramento das lojas no Bahrein, mantendo as dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia com equipas voluntárias.
- A Kering disse que as lojas da Gucci foram temporariamente encerradas nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Qatar, e que as viagens para o Médio Oriente foram suspensas.
- As acções de LVMH, Hermès e Richemont caíram entre quatro e seis e meio por cento, refletindo impactos do conflito nas perspetivas do sector de luxo.
- O Médio Oriente atrai investimentos e turismo, mas os aeroportos fechados e os ataques devem reduzir fluxos de viajantes; alguns grupos, como Primark, planeiam abrir lojas na região, enquanto marcas como Apple e H&M mantêm ou ajustam operações.
Duas a três parágrafos iniciais de contexto sobre o sinal de alerta económico no Médio Oriente, derivado do aumento do conflito entre EUA, Israel e Irão. As principais zonas comerciais ficaram com lojas fechadas ou com equipas reduzidas, refletindo a incerteza e as restrições de viagem que se propagam pela região.
O que aconteceu
Lojas de marcas de luxo em grandes centros comerciais do Médio Oriente, incluindo Dubai, fecharam ou reduziram o quadro de funcionários devido ao aumento da tensão militar na região. O registo de fechamentos e quedas de atividades estende-se a exemplos de Riyadh, Bahrain e Doha, com operações a funcionar em modo contingência.
Quem está envolvido
O Chalhoub Group, que gere cerca de 900 lojas de marcas como Versace, Jimmy Choo e Sephora, confirmou fechamentos temporários no Bahrein, mantendo operações em outros mercados com equipas voluntárias. A Kering, proprietária da Gucci, reportou encerramentos temporários das lojas nos Emirados, Kuwait, Bahrein e Qatar, e suspendeu viagens para o Médio Oriente.
Quando e onde
As alterações começaram a ser sentidas na sequência da escalada desde segunda-feira, com efeitos perceptíveis no Dubai Mall e no Mall of the Emirates. Instituições internacionais mantêm visitas de liderança para monitorizar a situação e o bem-estar dos trabalhadores no terreno.
Porquê
As medidas refletem a necessidade de reduzir riscos operacionais face a aeroportos fechados, interrupção do fluxo turístico e possíveis impactos nos transportes. Comerciantes do sector de luxo destacam a possibilidade de perdas significativas caso a instabilidade persista e o turismo permaneça limitado.
Impacto económico e perspetivas
As ações de LVMH, Hermès e Richemont desvalorizaram entre 4% e 6,5% na bolsa, refletindo receios sobre impactos no segmento de luxo. Analistas apontam que o Médio Oriente representa entre 5% e 10% dos gastos globais em luxo, com o turismo sendo um motor importante para a região.
Investimentos e respostas setoriais
Mesmo diante da crise, alguns investimentos continuam: Cartier e Richemont mantêm inaugurações e exibições na região, enquanto marcas como Louis Vuitton intensificam ações promocionais. A Primark anunciou planos para abrir lojas no Dubai, dando continuidade a investimentos, apesar do contexto volátil.
Notas sobre o turismo e viagens
O fechamento temporário de aeroportos e a incerteza prolongada reduzem o fluxo turístico para o Médio Oriente, o que pode afetar cadeia de abastecimento do retail de alto luxo. Especialistas estimam que um encerramento de um mês no mercado regional possa implicar perdas substanciais.
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