- O Jornal de Notícias iniciou em Viana do Castelo um ciclo de conferências sobre a Economia do Mar, no âmbito dos cinquenta anos do Poder Local.
- A economia azul portuguesa inclui turismo costeiro, construção naval, energia offshore, aquacultura, biotecnologia, robótica submarina e outras áreas emergentes, com foco em crescimento sustentável.
- A Estratégia Nacional para o Mar enfatiza a proteção do capital natural, a conservação da biodiversidade, o combate à poluição e a adaptação às alterações climáticas, apoiando ciência e inovação até 2030.
- Potenciais áreas de desenvolvimento incluem turismo marinho, descarbonização do transporte marítimo, aquacultura offshore e energias renováveis offshore, visando criar um ecossistema industrial ligado a engenharia e manutenção.
- A extensão da plataforma continental portuguesa junto das Nações Unidas é apresentada como oportunidade geoestratégica e de responsabilidade científica, ambiental e estratégica, com o oceano profundo a abrir caminho para robótica submarina e uma economia cada vez mais digital.
O Jornal de Notícias iniciou, em Viana do Castelo, um ciclo de conferências dentro das comemorações dos 50 anos do Poder Local, dedicado à Economia do Mar – o futuro da Nação Azul. O objetivo é debater oportunidades e desafios para o impacto económico no país.
A economia azul ultrapassa as pescas e os portos, incluindo áreas como turismo costeiro, construção naval, energia offshore, aquacultura, biotecnologia, robótica submarina e outras apostas emergentes. O foco está no crescimento sustentável e na inovação.
A estratégia portuguesa para o mar prioriza a proteção do capital natural marinho, a conservação da biodiversidade e o combate à poluição. Ao mesmo tempo, incentiva o conhecimento científico e a inovação tecnológica como pilares centrais até 2030.
Áreas-chave da economia do mar
O turismo marinho e costeiro surge como um vetor de desenvolvimento, potenciado pela costa extensa e pela biodiversidade marinha única de Portugal. A descarbonização do transporte marítimo é outra prioridade, com modernização de portos e aposta em combustíveis alternativos.
A aquacultura offshore, com expressão no Algarve, é apresentada como resposta às necessidades de segurança alimentar. A fileira do pescado, desde a pesca à transformação, visa maior valor acrescentado através da tecnologia e da sustentabilidade.
A energia renovável offshore, especialmente vento e ondas, coloca Portugal numa posição privilegiada para a produção de energia limpa. Este setor pode gerar um ecossistema industrial com engenharia, cabos submarinos e serviços tecnológicos.
Dimensões estratégicas e cooperação
A extensão da plataforma continental junto das Nações Unidas é destacada como oportunidade histórica, baseada em ciência e investigação. Esta iniciativa visa reforçar a posição geoestratégica do país no Atlântico, exigindo responsabilidade científica e ambiental.
A robótica submarina é apontada como área de evolução, com Portugal a desenvolver competências para posicionar-se como referência internacional em tecnologia marinha avançada. O futuro da economia do mar passa pela digitalização crescente.
A narrativa do evento associa tradição e inovação, apresentando o mar como ativo essencial para o presente e o futuro de Portugal. O ciclo de conferências pretende consolidar uma visão integrada da economia do mar, do vento às ondas de inovação.
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