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Crédito Agrícola regista queda de 34% no lucro por BCE e incerteza geopolítica

Crédito Agrícola regista quebra de 34% no lucro em 2025, com margens menores e aumento de imparidades, mesmo com queda do crédito malparado

Crédito Agrícola deu 13% de mais crédito à habitação do que em 2024, jovens ajudaram no desempenho
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  • O Crédito Agrícola registou um lucro de 289 milhões de euros em 2025, queda de 34% face ao ano anterior.
  • A margem financeira caiu 16%, fixando-se em 655 milhões de euros, devido à descida das taxas do BCE.
  • As imparidades e provisões aumentaram para 64 milhões de euros, contra 1,5 milhão em 2024.
  • O rácio de crédito malparado recuou de 4,6% para 3,7%, ainda entre os mais elevados do setor.
  • O ROE caiu para 9,7%; a carteira de crédito cresceu 8%, com habitação a avançar 13%, apoiada por garantias estatais para jovens até 35 anos, e os depósitos subiram 8% com os produtos a crescerem 13%.

O Crédito Agrícola registou uma queda de 34% no lucro em 2025, limitado pela redução da margem financeira e pelo aumento das imparidades. O grupo, que inclui a Caixa Central e 67 caixas autónomas regionais, divulgou os resultados em 5 de março, em Portugal, num cenário marcado pela política do BCE e por incertezas geopolíticas. O lucro anual ficou em 289 milhões de euros, face aos valores do ano anterior.

A margem financeira recuou 16%, ficando nos 655 milhões de euros, devido ao menor juro cobrado em créditos acompanhado pela redução das taxas de juro do BCE. Ao mesmo tempo, as imparidades subiram para 64 milhões, acima dos 1,5 milhões de euros de 2024, refl exo da conjuntura macroeconómica e de riscos de crédito. O crédito malparado diminuiu, mas manteve-se entre os mais elevados do sector, com um rácio de 3,7%.

O retorno sobre o capital próprio (ROE) caiu de 16% para 9,7%, refletindo o menor lucro e o peso das provisões. O banco manteve a solvabilidade estável com um rácio de capital de 23%, embora abaixo do nível verificado noutros anos. Sérgio Frade assumiu a presidência no corrente exercício, sucedendo parcialmente a Licínio Pina, que liderou a instituição durante mais de uma década. O Crédit‑Agrícola empregava 4.435 trabalhadores no fim de 2025, mais 2,6% face a 2024.

Crescimento de crédito com habitação jovem

A actividade identificou um crescimento de 8% na carteira de crédito, impulsionado sobretudo por um aumento de 13% nos empréstimos para habitação. O apoio à habitação jovem continuou a ser relevante, com 34,6 milhões de euros de garantia estatal disponíveis, e 979 contratos enquadrados neste programa utilizaram 23,6 milhões de euros da garantia total.

No que toca a depósitos, houve um aumento de 8% nas aplicações dos clientes, enquanto os produtos comercializados pelo banco cresceram 13%, incluindo fundos de investimento e seguros de capitalização.

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