- Tiago Santos, presidente da SATA, defende o modelo de venda direta da Azores Airlines como forma de tornar o processo mais ágil e evitar perder tempo na privatização.
- O Governo dos Açores apoia a recomendação do júri de rejeitar a adjudicação ao consórcio Atlantic Connect Group e avançar para negociação privada após o encerramento formal do processo.
- O presidente do conselho de administração da SATA ressalta que a venda direta traz transparência e competitividade, com menos camadas burocráticas, e é necessária para cumprir prazos impostas pela Comissão Europeia, que prorrogou o processo até ao final do ano.
- O Atlantic Connect Group sustenta que a sua proposta final triplicou face ao valor inicial e acusa o júri de alterar critérios, anunciando que vai levar a matéria aos tribunais.
- Contexto: o júri indicou, em 28 de janeiro, a rejeição da proposta do consórcio; em junho de 2022 a Comissão Europeia aprovou ajuda estatal de 453,25 milhões de euros para a reestruturação, com desinvestimento de 51% de participação.
A SATA defende um modelo de venda direta para a Azores Airlines, afirmando que o processo será mais ágil e otimizado para não atrasar a privatização. Tiago Santos, presidente da SATA, deu a posição por escrito à Lusa.
O Governo dos Açores revelou apoio à recomendação do júri do concurso de privatização, que não considerou reunidas as condições para adjudicação ao consórcio Atlantic Connect Group. A notícia foi tornada pública nesta quarta-feira.
Segundo o secretário regional das Finanças, após o encerramento formal do processo, a próxima fase será de negociação particular. A SATA sublinha que o modelo proposto reforça transparência e competição, com menos burocracia.
Tiago Santos acrescentou que é necessária rapidez para cumprir os prazos fixados pela Comissão Europeia, que aceitou prolongar o período de privatização até ao final do ano. A administração da SATA tem reiterado a posição de rejeitar a proposta do consórcio.
O presidente do conselho de administração da SATA afirmou que a proposta apresentada pelo Atlantic Connect Group não atende aos interesses da empresa nem da região. O consórcio considera que a sua oferta cresceu significativamente em relação ao inicial.
Carlos Tavares, integrante do Atlantic Connect Group, disse em entrevista ao Eco que o processo pode ser levado aos tribunais nacionais e estrangeiros. A afirmação ocorreu na mesma semana em que o júri apontou a rejeição da proposta.
Recorda-se que, a 28 de janeiro, o júri propôs a rejeição da proposta do Atlantic Connect Group, por não salvaguardar os interesses da SATA e da região. A administração da SATA já tinha sugerido encerramento sem adjudicação.
Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda de 453,25 milhões de euros para a reestruturação da empresa, incluindo empréstimos e garantias estatais, com o desinvestimento de 51% do controlo possível.
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