- Em janeiro, a taxa de juro média de renegociação de crédito à habitação ficou em 2,81%, abaixo dos novos créditos (2,84%), algo inédito.
- O montante de crédito à habitação renegociado em janeiro foi de 466 milhões de euros, mais 45 milhões face a dezembro.
- O montante de novos empréstimos à habitação caiu 18,6% em janeiro, para 1,783 mil milhões de euros.
- O montante total de novos contratos de empréstimo a particulares foi de 2,588 mil milhões de euros, menos 499 milhões que em dezembro, com a taxa média estável em 2,84%.
- A saturação de renovações com condições benignas, como reestruturações de taxa e transferências de crédito, junto com forte concorrência entre bancos, explica a queda das taxas de renegociação.
A renegociação de crédito à habitação em janeiro em Portugal ficou marcada por uma taxa média de 2,81%, abaixo dos 2,84% dos novos créditos. O montante renegociado atingiu 466 milhões de euros, em alta face a dezembro, segundo dados do setor.
A maioria destas renegociações não resulta de dificuldades financeiras, mas de operações consideradas benignas. Transferências de crédito e refixações de taxa, inclusive em contratos com taxas mistas, têm puxado a queda das taxas médias.
Cenário do crédito à habitação em Portugal
A forte concorrência entre bancos explica parte da redução. Bancos ajustam spreads, com campanhas de até 0,5% nos primeiros anos ou isenções da margem até aos 24 meses. A renovação de taxa mista tem sido uma opção para manter pagamentos mais baixos.
No conjunto, o stock de novos contratos de empréstimos a particulares descer a 2,588 mil milhões de euros em janeiro, menos 499 milhões face a dezembro. A taxa média manteve-se em 2,84%, repetindo o valor de dezembro.
A soma dos empréstimos à habitação assinados em janeiro ascende a 1,783 mil milhões de euros, menos 408 milhões que em dezembro. Já os empréstimos ao consumo subiram, para 551 milhões de euros.
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