- A Galp registou um resultado anual de 1,1 mil milhões de euros, equivalente a mais de três milhões de euros por dia.
- O lucro aumentou 20% face a 2024, apoiado pela subida da produção de petróleo e gás no Brasil e pelo aprovisionamento e trading de gás natural, vendo atenuadas as desvalorizações do crude e do dólar e a paragem programada da Refinaria de Sines.
- O investimento total foi de 1,1 mil milhões de euros, dos quais 420 milhões em Portugal; em relação a Mopane, a Galp vendeu 40% à TotalEnergies e prepara uma nova campanha de perfuração com pelo menos três poços nos próximos dois anos.
- A fusão com Moeve deverá estar concluída em meados de 2026, dependendo de negociações finais e autorizações regulatórias.
- O dividendo proposto sobe para 64 cêntimos por ação, acompanhado de um novo programa de recompra de ações, a arrancar já em março.
A Galp informou ao mercado que fechou o último exercício com lucros superiores a 1,1 mil milhões de euros, equivalentes a mais de 3 milhões de euros por dia. O crescimento face a 2024 representa sensivelmente 20% noutra comparação anual. A comunicação foi publicada nesta segunda-feira pela petrolífera portuguesa.
Num contexto internacional adverso, a Galp aponta uma performance operacional sólida em todas as áreas de negócio. O documento destaca a melhoria na produção de petróleo e gás no Brasil, bem como o aprovisionamento e trading de gás natural, que ajudaram a mitigar a desvalorização do crude e do dólar, bem como a paragem programada da Refinaria de Sines.
Investimento total de 1,1 mil milhões de euros, com 420 milhões no país. Em termos de parcerias, a Galp continua a explorar o projeto Mopane na Namíbia, após ter vendido 40% daquela exploração à TotalEnergies em dezembro, e prepara uma nova campanha de perfuração de pelo menos três poços nos próximos dois anos.
Fusão com Moeve
A Galp avança para concluir, em meados de 2026, o acordo final com a Moeve para fundir os negócios de refinação e comercialização na Península Ibérica. O processo depende de negociações finais e de autorizações regulatórias, explicaram os co-presidentes da empresa durante a apresentação aos analistas.
Segundo João Diogo Marques da Silva, já existem entendimentos preliminares, mas permanecem por definir pormenores. As partes aguardam ainda a aprovação de entidades reguladoras para avançar com a fusão.
Dividendos e Recompra
A Galp deverá propor aos acionistas um aumento de 4% no dividendo, para 0,64 euros por ação, mantendo um programa de recompra de ações que começa já neste mês de março. A proposta baseia-se na atual solidez operacional da empresa.
Acordos e impactos regulatórios acompanham o anúncio, com foco na evolução do quadro acionista e no impacto no abastecimento energético nacional. A refinaria de Sines continua a ser considerada estratégica pelo Governo, dada a importância para o fornecimento interno.
Perspetivas e conjuntura
A Moeve reportou um lucro de 341 milhões de euros em 2025, quase quadruplicando o ano anterior. O desempenho da nova entidade combinada mantém o debate sobre o papel da petrolífera na indústria nacional. A Sines é citada como elemento central neste processo de reestruturação.
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