- A CGTP prepara mobilização hoje em Lisboa e no Porto, com milhares de trabalhadores a exigir a retirada do pacote laboral designado “Trabalho XXI”.
- No Porto, a concentração inicia às 10h30, na Praça da República, terminando na Avenida dos Aliados; em Lisboa, começa às 14h30, no Cais do Sodré, com fim no Rossio.
- O secretário-geral Tiago Oliveira disse esperar que se confirme o movimento de afirmação e combatividade contra o anteprojeto do Governo, lembrando que a luta dos trabalhadores já levou a avanços no passado.
- Foram emitidos pré-avisos de greve para trabalharem ao fim de semana, nomeadamente no comércio, além de um conjunto alargado de setores com paralisações regionais.
- Parlamentares de oposição, sindicalistas e empresas têm vindo a reagir ao tema, com negociações técnicas em curso entre Governo, UGT e confederações empresariais, e uma reunião plenária da Concertação Social prevista para a próxima terça-feira.
Os trabalhadores vão sair à rua este sábado em Lisboa e no Porto para exigir a retirada do pacote laboral em análise no Governo. A manifestação é promovida pela CGTP, sob o lema Abaixo o pacote laboral, e decorre em dois pontos do país.
Em Lisboa, o protesto começa às 14h30 no Cais do Sodré e termina no Rossio. No Porto, a concentração está marcada para as 10h30, com percurso até à Avenida dos Aliados. A CGTP espera milhares de participantes.
Segundo Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, a mobilização visa manter o caminho de afirmação e combatividade contra o anteprojeto de revisão da legislação laboral. O líder sindical recorda que o passado mostrou que a luta dos trabalhadores gerou avanços.
Diversos setores anunciaram pré-avisos de greve para facilitar a participação, especialmente no comércio, com outros grupos também a preverem paralisações em empresas e locais de trabalho. Não foram especificados setores envolvidos.
A CGTP tem reiterado a exigência de retirada do pacote laboral e criticado o processo negocial em curso, incluindo a ausência da central nas reuniões bilaterais e técnicas entre governo e parceiros sociais. O anteprojeto, designado Trabalho XXI, foi apresentado em 24 de julho de 2025 pelo Governo liderado por Luís Montenegro.
As alterações geraram resistência entre centrais sindicais, que chegaram a promover uma greve geral em 11 de dezembro de 2025. Em contrapartida, as confederações empresariais apoiam a reforma, defendendo melhorias possíveis sem retirar as traves mestras.
Na semana passada, o Governo entregou uma nova contraproposta à UGT, que indicou linhas vermelhas em áreas como contratação a termo e outsourcing. A CIP também apresentou alterações propostas, na sequência da proposta da UGT.
Nesta segunda-feira, a ministra do Trabalho informou que já houve áreas de conciliação em reuniões técnicas, nomeadamente sobre parentalidade, inteligência artificial e novas tecnologias, embora sem detalhar medidas. Está agendada uma sessão da Concertação Social para a próxima terça-feira.
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