- O Irão foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel, vivendo uma das crises mais graves da história recente, com 90 milhões de habitantes.
- A produção de petróleo fica perto dos 3,3 milhões de barris por dia, o que representa o nível mais alto desde 2018, mantendo o Irão como potência energética.
- A inflação está em 47,5% (janeiro de 2025); a dívida bruta representa 36,4% do PIB e o rial atingiu mínimo histórico entre 1,4 e 1,5 milhões de riais por dólar.
- O FMI estimava, antes do conflito, um PIB nominal de 375 mil milhões de dólares em 2026 e crescimento real de 1,1% neste ano, com alerta para contracção de até 2,8% em cenários de intensificação de tensões.
- O setor de hidrocarbonetos representa 23% do PIB; o Irão exporta entre 80% e 90% do petróleo para a China via frotas fantasma, com investimento externo em 0,3% do PIB.
O Irão enfrenta uma das crises mais profundas da sua história recente, após um ataque dos Estados Unidos e de Israel neste sábado. O país vigora sob sanções e uma inflação galopante, em confronto com um colapso monetário que afecta 90 milhões de habitantes.
A economia iraniana mantém-se como potência energética, com 10% das reservas mundiais de crude e uma produção próxima de 3,3 milhões de barris diários, o nível mais alto desde 2018. O setor de hidrocarbonetos representa 23% do PIB, mantendo o motor económico do país mesmo sob pressão externa.
Antes do início do conflito, o FMI estimava um PIB nominal de 375 mil milhões de dólares para 2026, com crescimento real de 1,1% previsto para este ano. A produção energética continua a sustentar receitas, apesar das sanções que limitam o comércio global.
O rial, moeda oficial, atingiu mínimos históricos em janeiro, entre 1,4 e 1,5 milhões de riais por dólar. A inflação anual situava-se nos 47,5% em janeiro de 2025, com aumentos significativos nos preços de alimentos e bebidas medidas em 105,5%.
A dívida bruta comparada com o PIB é de 36,4%. A instabilidade cambial e a inflação alimentam o aumento do custo de vida, contribuindo para protestos que começaram em dezembro, conforme a Amnistia Internacional. A deterioração de serviços essenciais, incluindo água, é apontada como um fator de contexto.
Apesar das sanções, o Irão continua a exportar petróleo de forma significativa, sobretudo para a China, entre 80% e 90% dessas remessas. O fluxo é, por vezes, canalizado através de frotas não identificáveis para contornar restrições, com operações condicionadas por organismos de supervisão.
O investimento direto estrangeiro permanece baixo, estimado em 0,3% do PIB, refletindo o risco geopolítico e a opacidade em torno do setor energético iraniano. A avaliação internacional mantém-se de incerteza quanto aos impactos de curto prazo na produção e nos preços globais.
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