- Os EUA e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que respondeu com explosões registadas nos Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait, elevando o risco de conflito na região.
- Os mercados de petróleo preveem perturbações no fornecimento mundial, potencialmente a provocar uma subida dos preços do crude.
- O Irão tem ameaçado, no passado, bloquear o Estreito de Ormuz, uma passagem-chave para as exportações de petróleo.
- Em 1974 o Irão era o terceiro maior produtor mundial; hoje produz cerca de 3,1 milhões de barris por dia, segundo a OPEP.
- Em 2024, o Estreito de Ormuz movimentou cerca de 20 milhões de barris por dia, quase 20% do petróleo líquido consumido mundialmente, com o Irão a ser um dos principais fornecedores para a China.
Em uma operação conjunta, os EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irão na manhã de sábado. Teerão respondeu com explosões atribuídas a ataques no sudeste da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait, sob ameaça de expandir o conflito. O objetivo declarado permanece a dissuasão de atividades iranianas.
O ataque criou inquietação nos mercados globais de petróleo, que avaliam o risco de perturbação no fornecimento mundial. O Irão já ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, uma via-chave para as exportações petrolíferas, caso aumentem as pressões.
Historicamente, o Irão era um dos maiores produtores de petróleo, mas as sanções dos EUA provocaram quedas na produção. Hoje, segundo a OPEP, o Irão produz cerca de 3,1 milhões de barris por dia, abaixo dos níveis de décadas atrás.
A China continua a ser um dos principais consumidores do petróleo iraniano, importando grande parte das exportações para refinarias chinesas, o que contextualiza impactos comerciais globais.
Estreito de Ormuz
Em 2024, o Estreito de Ormuz movimentou cerca de 20 milhões de barris diários, quase 20% do consumo global, segundo a EIA. O estreito é descrito como um ponto de estrangulamento crucial, com opções limitadas para desvio rápido de volumes.
Tensões na região intensificaram-se com tentativas de limitar atividades nucleares iranianas, simultaneamente com exercícios militares no estreito. O Irão já realizou recentemente exercícios com fogo real na zona marítima, elevando o risco de interrupções.
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