- As Euribor de fevereiro manteve-se pouco alterada, com três meses a 2,011% (queda de 0,017 pp) e 12 meses a 2,221% (queda de 0,024 pp); a de seis meses subiu ligeiramente para 2,144% (mais 0,007 pp).
- Para um empréstimo de 150 mil euros com spread de 1% e prazo de 30 anos, as prestações em fevereiro ficaram perto de 633 euros (três meses), 644 euros (seis meses) e 650 euros (doze meses).
- Com a Euribor a três meses, a prestação recuou face a há dois anos em cerca de 164 euros; com seis meses, a poupança foi de 152 euros; com o prazo de 12 meses, quase 125 euros.
- A situação facilita quem contrai novos empréstimos, incluindo jovens com garantia pública a pedir 100% do crédito, e também beneficia quem opta por taxas mistas.
- A estabilidade das Euribor acompanha a política do Banco Central Europeu, que manteve a taxa de depósito em 2%; a inflação na zona euro, em janeiro, ficou em 1,7%, gerando dúvidas quanto a deflação futura.
À semelhança de janeiro, as taxas Euribor registraram poucas alterações em fevereiro, mantendo a previsibilidade das prestações. Em contratos a rever em março, as variações são pouco expressivas, ajudando a gestão orçamental das famílias.
No agregado, a Euribor a seis meses subiu ligeiramente, para 2,144%, mais 0,007 pontos percentuais face a janeiro. As Euribor a três meses e a 12 meses desceram, para 2,011% (-0,017 p.p.) e 2,221% (-0,024 p.p.), respetivamente.
Para um empréstimo de 150 mil euros com um spread de 1% e prazo de 30 anos, as prestações em fevereiro apresentam pequenas alterações conforme a taxa de referência. A três meses fica perto dos 633 euros, menos 2,50 euros. A seis meses aproxima-se dos 644 euros, subindo menos de cinco euros. A 12 meses situa-se cerca de 650 euros, com descida de cerca de 15 euros.
Comparando com há dois anos, as quedas são mais expressivas: cerca de 164 euros na Euribor a três meses, 152 euros a seis meses e perto de 125 euros no prazo mais longo. A estabilidade atual beneficia quem contrata novos créditos, incluindo jovens em regime de garantia pública.
A flexibilização das Euribor também favorece quem opta por taxas mistas, com taxa fixa inicial. A relação entre Euribor estável e custo inicial mais baixo da taxa fixa tende a manter atractivos os empréstimos para habitação.
Paralelamente, o mercado imobiliário continua a subir, com a avaliação bancária a reflectir novo recorde em janeiro: o valor mediano de habitações subiu para 2105 euros por m2 face a dezembro de 2025. O BCE manteve a taxa de depósitos em 2%, sustentando o cenário de juros estáveis nos próximos meses.
Apesar da inflação na zona euro ter recuado para 1,7% em janeiro, permanece o risco de deflação caso a procura se aproxime de um ponto de equilíbrio mais baixo. A economia mantém-se de crescimento moderado, sem sinais inequívocos de aceleração.
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