- Em janeiro de 2026, a receita fiscal do Estado ficou em 4.311,8 milhões de euros, mais 2% face ao mesmo mês do ano anterior.
- O aumento deve-se principalmente à execução do IVA, atenuada pela queda do IRC e do IRS nos impostos diretos.
- Nos impostos diretos houve queda de 101,9 milhões de euros (-5,2%), com IRC a descer 83 milhões (-47,1%) e IRS a descer 10,6 milhões (-0,6%), respetivamente.
- A quebra do IRS deve-se sobretudo ao aumento dos reembolsos (79,2 milhões de euros), relacionado com a transferência antecipada da consignação de receita a favor de instituições solidárias, religiosas, culturais ou com fins ambientais, cujo limite duplicou face ao ano anterior.
- Nos impostos indiretos houve subida de 185,8 milhões de euros (+8,1%), puxada pela receita líquida do IVA (177,6 milhões); se considerar o efeito da prorrogação do pagamento de IVA, a receita do imposto aumentou 206,5 milhões de euros.
A receita fiscal do Estado português atingiu 4.311,8 milhões de euros em janeiro, registando um aumento de 2% face ao mesmo mês de 2025. O dado resulta da síntese de execução orçamental publicada nesta sexta-feira pela Entidade Central de Orçamento.
O forte impulso veio da cobrança indireta, em especial do IVA, enquanto os impostos diretos reduziram-se. A receita líquida de IRC e IRS recuou 101,9 milhões de euros (-5,2%), com quedas de 83 milhões de euros (-47,1%) no IRC e 10,6 milhões de euros (-0,6%) no IRS.
Impostos indiretos e cenário de IVA
A evolução positiva dos impostos indiretos foi de 185,8 milhões de euros (+8,1%), sustentada pela receita líquida de IVA, que cresceu 177,6 milhões de euros. A Entidade Central de Orçamento aponta ainda um efeito de prorrogação no pagamento do IVA: 182,4 milhões de euros em janeiro de 2026, frente a 153,5 milhões em janeiro de 2025, elevando a receita de IVA para 206,5 milhões de euros.
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