- As Administrações Públicas registaram excedente de 1.824,3 milhões de euros em janeiro de 2026, mais 188,4 milhões face ao período homólogo (aumento de 11,5%).
- A subida se deve a uma receita 6,1% superior à despesa, que cresceu 5%.
- Na receita, destacam-se aumentos de contributos (8,3%), receita não fiscal e não contributiva (11,8%) e receita fiscal (2,7%), com IVA a crescer 12% e IRC a recuar 46,8%.
- Na despesa, sobressaem transferências (7,4%), gasto com pessoal (5,5%) e investimento (25,3%), com impactos de atualização salarial, salário mínimo e encargos com pensões.
- O peso dos juros e encargos líquidos da dívida direta caiu 7,2% em janeiro, principalmente pela redução de juros em instrumentos de dívida pública e pelos juros de Certificados de Aforro e do Tesouro.
O Estado registou um excedente de 1.824,3 milhões de euros em janeiro, aumento de 188,4 milhões face a igual mês de 2025. O resultado representa um crescimento de 11,5% na comparação anual, segundo a síntese de execução orçamental divulgada pela Entidade Orçamental (EO).
A melhoria deve-se a uma receita maior (6,1%) face à despesa (5%). Na receita, destacam-se as contributivas (+8,3%), não fiscais e não contributivas (+11,8%) e a receita fiscal (+2,7%). O IVA contribuiu com 12%, enquanto o IRC caiu 46,8%.
Estrutura da receita e da despesa
Na despesa, sobressai o aumento das transferências (+7,4%), seguido do pessoal (+5,5%) e do investimento (+25,3%). As transferências aumentaram sobretudo por encargos com pensões, com a atualização anual em vigor desde janeiro. As despesas com pessoal também foram impactadas pela atualização salarial e pelo aumento do salário mínimo.
O crescimento do investimento está relacionado com financiamentos do Plano de Recuperação e Resiliência, com foco na habitação e na educação. Em janeiro, as atualizações salariais aplicaram-se de forma generalizada apenas a fevereiro de 2025, conforme nota da EO.
Juros e dívida pública
As despesas com juros e encargos líquidos da dívida direta caíram 7,2%. A EO aponta que a redução deve-se principalmente à menor remuneração dos instrumentos de dívida pública, de curto a longo prazo (CEDIC e CEDIM). Contribuiu também a diminuição dos juros dos Certificados de Aforro e do Tesouro.
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