- A Região de Leiria aprovou um Plano Estratégico de Recuperação e Transformação, na sequência da depressão Kristin, com um Fundo Intermunicipal de Emergência Social incluído.
- O plano, que envolve os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós, visa não só reconstruir, mas também reforçar a resiliência e modernizar o território.
- A execução está dividida em três fases: resposta urgente (seis meses), reconstrução com resiliência (seis meses a dois anos) e transformação estrutural (longo prazo).
- Medidas da fase de resposta urgente incluem apoio de 10 mil euros à habitação própria, criação de Gabinete Regional de Recuperação Empresarial, programa “Empresa Aberta” com apoio até 30 mil euros e prorrogação da isenção de portagens nas autoestradas 8 e 19, enquanto as vias alternativas estiverem condicionadas.
- Na fase de transformação, o plano prevê a Estratégia Regional de Adaptação Climática, comunidades de energia renovável, maior redundância energética, e o reforço do projeto Universidade de Leiria e Oeste, além da criação de um grupo focal permanente para orientar a recuperação com base no conhecimento local.
A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria aprovou um Plano Estratégico de Recuperação e Transformação, com um fundo de emergência social, na sequência da depressão Kristin que afetou a região há cerca de um mês. O objetivo é não apenas repor perdas, mas acelerar a recuperação, reforçar a resiliência e modernizar o território.
A CIM integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós. O presidente da CIM enfatiza a necessidade de proteger o emprego, manter a base exportadora industrial e preparar a região para desafios climáticos e económicos.
A proposta divide-se em três fases, com foco na resposta imediata, na reconstrução resiliente e na transformação estrutural. O plano foi apresentado pela CIM em comunicado enviado à agência Lusa.
Estrutura do Plano e ações imediatas
Na fase de resposta urgente, com horizonte de seis meses, o objetivo é proteger famílias, manter empregos e assegurar mobilidade. Prevê-se a execução rápida de 10 mil euros para apoio à habitação própria e o reforço de mecanismos sociais para agregados vulneráveis.
Cria-se um Fundo Intermunicipal de Emergência Social, um Gabinete Regional de Recuperação Empresarial e o programa Empresa Aberta, com apoio até 30 mil euros para empresas com encerramento temporário. A CIM solicita ainda a prorrogação da isenção de portagens nas autoestradas 8 e 19, enquanto as vias alternativas permanecerem condicionadas.
Fase de reconstrução e transformação
Entre seis meses e dois anos, o plano aposta em reforço estrutural de infraestruturas, melhoria de drenagem e defesa costeira, apoio à agricultura e à floresta, e o programa Indústria Resiliente Região de Leiria para promover digitalização, inovação e redundância energética.
Na última fase, a transformação estrutural, o objetivo é consolidar uma região mais competitiva. Prevê-se a Estratégia Regional de Adaptação Climática, comunidades de energia renovável, reforço das comunicações e da redundância energética, e o projeto Universidade de Leiria e Oeste.
A CIM defende a criação de um grupo focal permanente com especialistas em gestão territorial, ciência e tecnologia, empresas e municípios. Este grupo apoia tecnicamente a Estrutura de Missão na avaliação contínua das medidas do Governo, com base em evidência local.
Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós e da CIM, afirma a necessidade de adaptar as medidas nacionais à realidade local e sustenta que a recuperação não pode ser planeada à distância. O Programa Transformação, Recuperação e Resiliência deve ser desenhado a partir de Leiria e do seu território, segundo o autarca.
A CIM mostra disponibilidade para colaborar com o Governo, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e com instituições europeias. A ideia é assegurar uma aplicação eficiente dos recursos e uma articulação real entre investimento público e necessidades das empresas.
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