Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Região de Leiria aprova plano para recuperar território

Região de Leiria aprova plano estratégico de recuperação com fundo de emergência social para proteger empregos e modernizar o território após Kristin

Depressão Kristin atingiu gravemente o distrito de Leiria a 28 de janeiro
0:00
Carregando...
0:00
  • A Região de Leiria aprovou um Plano Estratégico de Recuperação e Transformação, na sequência da depressão Kristin, com um Fundo Intermunicipal de Emergência Social incluído.
  • O plano, que envolve os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós, visa não só reconstruir, mas também reforçar a resiliência e modernizar o território.
  • A execução está dividida em três fases: resposta urgente (seis meses), reconstrução com resiliência (seis meses a dois anos) e transformação estrutural (longo prazo).
  • Medidas da fase de resposta urgente incluem apoio de 10 mil euros à habitação própria, criação de Gabinete Regional de Recuperação Empresarial, programa “Empresa Aberta” com apoio até 30 mil euros e prorrogação da isenção de portagens nas autoestradas 8 e 19, enquanto as vias alternativas estiverem condicionadas.
  • Na fase de transformação, o plano prevê a Estratégia Regional de Adaptação Climática, comunidades de energia renovável, maior redundância energética, e o reforço do projeto Universidade de Leiria e Oeste, além da criação de um grupo focal permanente para orientar a recuperação com base no conhecimento local.

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria aprovou um Plano Estratégico de Recuperação e Transformação, com um fundo de emergência social, na sequência da depressão Kristin que afetou a região há cerca de um mês. O objetivo é não apenas repor perdas, mas acelerar a recuperação, reforçar a resiliência e modernizar o território.

A CIM integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós. O presidente da CIM enfatiza a necessidade de proteger o emprego, manter a base exportadora industrial e preparar a região para desafios climáticos e económicos.

A proposta divide-se em três fases, com foco na resposta imediata, na reconstrução resiliente e na transformação estrutural. O plano foi apresentado pela CIM em comunicado enviado à agência Lusa.

Estrutura do Plano e ações imediatas

Na fase de resposta urgente, com horizonte de seis meses, o objetivo é proteger famílias, manter empregos e assegurar mobilidade. Prevê-se a execução rápida de 10 mil euros para apoio à habitação própria e o reforço de mecanismos sociais para agregados vulneráveis.

Cria-se um Fundo Intermunicipal de Emergência Social, um Gabinete Regional de Recuperação Empresarial e o programa Empresa Aberta, com apoio até 30 mil euros para empresas com encerramento temporário. A CIM solicita ainda a prorrogação da isenção de portagens nas autoestradas 8 e 19, enquanto as vias alternativas permanecerem condicionadas.

Fase de reconstrução e transformação

Entre seis meses e dois anos, o plano aposta em reforço estrutural de infraestruturas, melhoria de drenagem e defesa costeira, apoio à agricultura e à floresta, e o programa Indústria Resiliente Região de Leiria para promover digitalização, inovação e redundância energética.

Na última fase, a transformação estrutural, o objetivo é consolidar uma região mais competitiva. Prevê-se a Estratégia Regional de Adaptação Climática, comunidades de energia renovável, reforço das comunicações e da redundância energética, e o projeto Universidade de Leiria e Oeste.

A CIM defende a criação de um grupo focal permanente com especialistas em gestão territorial, ciência e tecnologia, empresas e municípios. Este grupo apoia tecnicamente a Estrutura de Missão na avaliação contínua das medidas do Governo, com base em evidência local.

Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós e da CIM, afirma a necessidade de adaptar as medidas nacionais à realidade local e sustenta que a recuperação não pode ser planeada à distância. O Programa Transformação, Recuperação e Resiliência deve ser desenhado a partir de Leiria e do seu território, segundo o autarca.

A CIM mostra disponibilidade para colaborar com o Governo, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e com instituições europeias. A ideia é assegurar uma aplicação eficiente dos recursos e uma articulação real entre investimento público e necessidades das empresas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais