- O chanceler alemão Friedrich Merz prosseguiu a sua primeira visita oficial à China com uma visita guiada à Cidade Proibida, em Pequim, centrada no comércio e nas tensões económicas globais.
- Merz afirmou que Alemanha e Europa querem uma parceria com a China que seja equilibrada e fiável.
- A visita ocorre num contexto de tentativas europeias de atrair investimento chinês, ao mesmo tempo que Pequim enfrenta pressões para conter o excesso de capacidade industrial em setores como veículos elétricos e painéis solares.
- O défice comercial entre Alemanha e China aumentou nos últimos anos, uma tendência que Merz considera pouco saudável.
- Ele realçou que crises como a guerra na Ucrânia não podem ser enfrentadas sem o envolvimento da China.
A economia alemã entra numa fase de diálogo com a China, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, prossegue a sua primeira visita oficial ao país. Nesta quinta-feira, Merz esteve em Pequim, onde visitou a Cidade Proibida, numa deslocação centrada em temas comerciais e nas tensões globais.
A viagem ocorre num contexto de busca por relações comerciais mais equilibradas entre Berlim e Pequim. O Governo alemão pretende atrair investimento chinês e, ao mesmo tempo, pressionar Pequim a conter a supercapacidade industrial em setores como veículos elétricos e painéis solares. Merz afirma que a parceria deve ser fiável e equilibrada.
O défice comercial entre Alemanha e China tem aumentado nos últimos anos, segundo o chanceler. Merz disse que crises internacionais, como a guerra na Ucrânia, não podem ser geridas sem o envolvimento da China, destacando a importância de uma cooperação estável nessa fase.
Contexto económico e diplomático
A reunião ocorre numa altura em que Pequim procura aliados diante de eventuais novas tarifas dos Estados Unidos. O objetivo europeu é manter o acesso a mercados chineses e, ao mesmo tempo, moderar práticas que afetem a competitividade de setores estratégicos da europeia.
Implicações para a China e a Alemanha
Analistas apontam que a visita de Merz pode sinalizar uma abertura para negociações mais aprofundadas em comércio e investimentos. O avanço de acordos depende, entre outros fatores, de compromissos sobre transferência de tecnologia, propriedade intelectual e regulação industrial.
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