- A Caixa Geral de Depósitos recebeu desde 28 de janeiro cerca de mil pedidos de moratórias, totalizando 1.068 pedidos e 1.049 moratórias concedidas (98% do total), num valor próximo dos 100 milhões de euros.
- Do total recebido, 658 diziam respeito a moratórias sobre créditos à habitação e 383 a moratórias para empresas.
- Além das moratórias, houve pedidos de aumento de plafonds de cartões de crédito e reforço de contas correntes para aliviar a tesouraria de empresas.
- O presidente executivo, Paulo Macedo, informou que, após pagamentos das seguradoras e apoios do Estado, o banco vai lançar um conjunto importante de linhas de crédito de médio e longo prazo.
- O Governo pode prolongar o prazo de vigência das moratórias para além de três meses; o executivo admite essa possibilidade e reforça a necessidade de mais medidas a fundo perdido. A CGD já tinha aprovado, no final de janeiro, medidas extraordinárias de 300 milhões de euros para apoiar famílias e empresas afetadas pelo mau tempo.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) recebeu 1 068 pedidos de moratórias desde 28 de janeiro, totalizando quase 100 milhões de euros, devido aos efeitos do mau tempo. A informação foi confirmada pelo presidente executivo Paulo Macedo.
Do total, 658 pedidos referiam-se a créditos à habitação e 383 a moratórias para empresas. Além disso, a CGD recebeu pedidos de aumento de plafonds de cartões de crédito e de reforço de contas correntes para aliviar a tesouraria de clientes empresariais.
Paulo Macedo mencionou que, após os pagamentos das seguradoras e dos apoios do Estado, o banco lançará um conjunto importante de linhas de crédito de médio e longo prazo. O presidente destacou a necessidade de fundos adicionais por parte do Estado, incluindo apoio a fundo perdido.
Medidas públicas e extensão do prazo
O executivo explicou que o prazo de vigência das moratórias, fixado pelo Governo em três meses, poderá ser prolongado. O presidente salientou a importância de fundos catastróficos para enfrentar alterações climáticas, observando que apenas metade das habitações afetadas tinha seguro multirriscos.
No final de janeiro, a CGD aprovou medidas extraordinárias no valor de 300 milhões de euros para apoiar famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin, incluindo crédito com spread 0% e isenção de comissões no crédito à habitação para obras e reabilitação.
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