- O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, defende o alargamento da moratória para incluir o crédito ao consumo.
- A medida responde às dificuldades transversais sentidas pelos clientes, segundo Macedo, após a tempestade Kristin e as inundações.
- Hoje, a moratória aplica-se apenas a empréstimos de habitação e a crédito concedido a empresas.
- Sobre a garantia aos jovens, o presidente admite a continuação, mas pede dados para justificar a medida.
- A posição soma-se à de Miguel Maya, líder do Banco Comercial Português, que também defende a extensão da moratória a crédito ao consumo.
O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, defendeu a extensão das moratórias criadas em situação de calamidade também aos créditos ao consumo. Segundo o banqueiro, as dificuldades enfrentadas pelos clientes são transversais e não se limitam aos empréstimos da casa.
Macedo reuniu-se com o líder do Banco Comercial Português, Miguel Maya, para discutir a medida. Ambos concordam que a proteção atual, que abrange apenas habitação e créditos a empresas, não é suficiente para lidar com os impactos de Kristin e das inundações subsequentes.
O responsável da CGD reforçou a necessidade de incluir o crédito ao consumo nas moratórias, destacando a importância de reagir de forma rápida a dificuldades financeiras generalizadas. A proposta visa evitar incumprimentos generalizados entre famílias, lojas e pequenas empresas.
Sobre garantias aos jovens, Macedo admitiu a continuidade do regime, desde que existam dados que sustentem a eficácia do regime e o impacto nas contas públicas. A posição surge no âmbito de um debate mais amplo sobre proteção social e sustentabilidade da banca.
Miguel Maya também sinalizou que a moratória para habitação não deve ser a única resposta, defendendo uma intervenção integrada que inclua crédito ao consumo. As declarações acontecem numa altura de avaliação de medidas de mitigação de desastres e de recuperação económica.
As instituições financeiras analisam a possível extensão de moratórias para evitar uma escalada de normalização de encargos para familias e empresas afetadas. O tema permanece sob análise regulatória e setorial, sem anúncio oficial de implementação imediata.
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