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Empresa exige resposta até 11 de Março sobre possível OPA italiana

CMVM decide até 11 de Março se a MFE fica obrigada a lançar OPA, o que pode cancelar o aumento de capital de 17 milhões de euros

Francisco Pedro Balsemao é o actual presidente executivo do grupo que é dono dos canais SIC e do semanário Expresso e que precisa de capital para melhorar as suas contas
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  • A Impresa precisa de decisão da CMVM até 11 de março sobre se a MFE terá de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA), o que pode anular o aumento de capital de 17 milhões de euros.
  • O negócio depende da verificação de uma condição precedente pela CMVM: se não houver OPA obrigatória, o acordo pode prosseguir; caso contrário, os italianos da MFE retiram-se.
  • A MFE ficaria com 32,934% do capital da Impresa após o aumento de capital, assegurado por um parassocial que prevê três membros da administração na Impresa.
  • Em assembleia geral extraordinária, foi aprovado o aumento de capital e a alteração aos termos do empréstimo obrigacionista, após investidores abdiciarem do reembolso antecipado devido à transação com a MFE.
  • Nova assembleia está marcada para 10 de março, com tomada de decisão prevista para 11 de março sobre nomeação de três novos membros do conselho indicados pela MFE e autorização do aumento de capital.

A Impresa, proprietária da SIC e do semanário Expresso, recebe o apoio dos obrigacionistas para a entrada de investidores italianos da MFE no capital, através de um aumento acionista. A viabilidade do negócio depende de uma decisão da CMVM até 11 de Março.

A operação envolve uma possível obrigação de a MFE lançar uma oferta pública de aquisição OPA. Se a CMVM entender que a OPA é obrigatória, o aumento de capital de 17 milhões de euros fica comprometido e o acordo pode cair.

Em causa está uma alteração aos termos do empréstimo obrigacionista de 2024 aprovados pela assembleia. Contudo, o aumento de capital e o acordo parassocial dependem da verificação pela CMVM de que a OPA não é exigível sobre a totalidade das ações da Impresa.

Regulador e condições

A Impresa já indicou que a verificação é necessária para confirmar que a MFE não está obrigada a lançar OPA sobre todas as ações e outros valores da Impresa. Caso contrário, os italianos da MFE poderão retirar-se do negócio.

O acordo entre portugueses e italianos foi anunciado no final de novembro de 2025. O investimento prevê subscrever até 17,325 milhões de euros em novas ações, com supressão do direito de preferência dos acionistas.

Caso o negócio prossiga, a MFE ficará com cerca de 32,9% do capital da Impresa, e três membros da administração da Impresa deverão ser indicados pela MFE, mantendo o controlo da Impresa pela Impreger.

Há nova assembleia marcada para 10 de Março na Impresa. A decisão sobre a OPA foi estendida até 11 de Março, e a sessão agendada para a véspera poderá aprovar o aumento de capital e a nomeação dos novos dirigentes indicados pela MFE.

Contexto financeiro

A Impresa atravessa uma fase de pressão financeira, com dívida acima de 140 milhões de euros. Para a MFE, o acordo representa uma conquista estratégica na expansão europeia, após atuação em Espanha, Alemanha, Áustria e Suíça.

A CMVM tem a palavra final sobre se a OPA é obrigatória, decisão que pode alterar drasticamente o desfecho do aumento de capital e da entrada da MFE no capital da Impresa.

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