- A Impresa precisa de decisão da CMVM até 11 de março sobre se a MFE terá de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA), o que pode anular o aumento de capital de 17 milhões de euros.
- O negócio depende da verificação de uma condição precedente pela CMVM: se não houver OPA obrigatória, o acordo pode prosseguir; caso contrário, os italianos da MFE retiram-se.
- A MFE ficaria com 32,934% do capital da Impresa após o aumento de capital, assegurado por um parassocial que prevê três membros da administração na Impresa.
- Em assembleia geral extraordinária, foi aprovado o aumento de capital e a alteração aos termos do empréstimo obrigacionista, após investidores abdiciarem do reembolso antecipado devido à transação com a MFE.
- Nova assembleia está marcada para 10 de março, com tomada de decisão prevista para 11 de março sobre nomeação de três novos membros do conselho indicados pela MFE e autorização do aumento de capital.
A Impresa, proprietária da SIC e do semanário Expresso, recebe o apoio dos obrigacionistas para a entrada de investidores italianos da MFE no capital, através de um aumento acionista. A viabilidade do negócio depende de uma decisão da CMVM até 11 de Março.
A operação envolve uma possível obrigação de a MFE lançar uma oferta pública de aquisição OPA. Se a CMVM entender que a OPA é obrigatória, o aumento de capital de 17 milhões de euros fica comprometido e o acordo pode cair.
Em causa está uma alteração aos termos do empréstimo obrigacionista de 2024 aprovados pela assembleia. Contudo, o aumento de capital e o acordo parassocial dependem da verificação pela CMVM de que a OPA não é exigível sobre a totalidade das ações da Impresa.
Regulador e condições
A Impresa já indicou que a verificação é necessária para confirmar que a MFE não está obrigada a lançar OPA sobre todas as ações e outros valores da Impresa. Caso contrário, os italianos da MFE poderão retirar-se do negócio.
O acordo entre portugueses e italianos foi anunciado no final de novembro de 2025. O investimento prevê subscrever até 17,325 milhões de euros em novas ações, com supressão do direito de preferência dos acionistas.
Caso o negócio prossiga, a MFE ficará com cerca de 32,9% do capital da Impresa, e três membros da administração da Impresa deverão ser indicados pela MFE, mantendo o controlo da Impresa pela Impreger.
Há nova assembleia marcada para 10 de Março na Impresa. A decisão sobre a OPA foi estendida até 11 de Março, e a sessão agendada para a véspera poderá aprovar o aumento de capital e a nomeação dos novos dirigentes indicados pela MFE.
Contexto financeiro
A Impresa atravessa uma fase de pressão financeira, com dívida acima de 140 milhões de euros. Para a MFE, o acordo representa uma conquista estratégica na expansão europeia, após atuação em Espanha, Alemanha, Áustria e Suíça.
A CMVM tem a palavra final sobre se a OPA é obrigatória, decisão que pode alterar drasticamente o desfecho do aumento de capital e da entrada da MFE no capital da Impresa.
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