- Marcas portuguesas de calçado querem manter-se num nicho, mirando o segmento alto próximo do luxo, apesar de reconhecidas dificuldades de financiamento para investir.
- A Maray, marca lisboeta, apresentou-se pela primeira vez na Micam, em Milão, expondo-se com pastéis de feijão de Torres Vedras para atrair potenciais clientes.
- Ao contrário de muitas empresas nacionais na feira, a Maray não tem fábrica própria.
- O objetivo é exportar valor e aproximar-se do luxo, alicerçado pela aposta de internacionalização da marca.
- O governo, através do secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, afirmou que o sector pode contar com apoio para crescer na cadeia de valor.
Na Micam, em Milão (Itália), a marca Maray apresenta a estreia da sua linha lisboeta a potenciais clientes, durante uma das maiores feiras de calçado do mundo. A equipa foca-se na internacionalização e na entrada num nicho de mercado de alto valor. A Maray não possui fábrica própria, uma diferença face a grande parte das empresas portuguesas presentes no certame.
A aposta é clara: exportar valor e aproximar-se do segmento de luxo. O objetivo aponta para a valorização da produção portuguesa, em linha com a política de impulso à cadeia de valor do setor, segundo o governo. O secretário de Estado da Economia indicou disponibilidade para apoiar o setor nesta transição.
Desafios de investimento surgem como entrave à consolidação desta posição premium. A equipa que representa a Maray explica que o caminho passa por parcerias estratégicas, melhoria de processos e maior visibilidade internacional, estáveis no território e com foco na qualidade. O governo acompanha de perto estes passos.
Mercado e estratégia de marca
Joia de Torres Vedras é oferecida na apresentação como símbolo de hospitalidade aos potenciais clientes, num gesto que acompanha a estratégia de internacionalização. O posicionamento pretendido envolve produtos com maior percepção de luxo, sem abandonar o foco em qualidade e durabilidade.
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