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Católica reduz previsão de crescimento do PIB para 1,8% neste ano

Católica revisa em baixa o crescimento do PIB para 2026, para 1,8%, citando o fim do Plano de Recuperação e Resiliência e o fraco dinamismo da população ativa, emprego e exportações

Economia deve crescer abaixo das previsões iniciais em 2026 e 2027
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  • O Núcleo de Estudos Económicos da Universidade Católica (NECEP) reviu em baixa as previsões de crescimento para 2026 e 2027, para 1,8% e 1,6% respetivamente, devido ao fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em meados do ano.
  • Em 2025, o PIB de Portugal cresceu 1,9%, com o quarto trimestre a crescer 0,6% em cadeia e 1,8% face a igual período de 2024; o consumo privado manteve-se em alta, mas o aumento da população ativa, do emprego e as exportações abrandaram.
  • O NECEP antecipa 1,9% de crescimento para 2028, alinhando-se com o crescimento tendencial da economia portuguesa.
  • A zona euro deverá crescer 1,1% em 2026 e 1,3% em 2027, com perspetiva de fraca atividade até 2028, sustentada por efeitos financeiros e monetários herdados da pandemia.
  • Os economistas destacam fatores de risco como geopolítica, despesas de segurança e defesa, pressões demográficas, dívidas públicas e incerteza nos Estados Unidos, que limitam cenários de crescimento.

O Núcleo de Estudos Económicos da Universidade Católica (NECEP) reviu em baixa as previsões de crescimento da economia portuguesa para este ano, mantendo a estimativa de 1,8% para 2026 e 1,6% para 2027. Em 2025, o PIB terá aumentado 1,9%.

Na síntese da folha trimestral de conjuntura relativa ao quarto trimestre de 2025, o Católica-Lisbon Forecasting Lab indica que o ponto central da estimativa para 2026 diminuiu 0,2 pontos percentuais, devido ao fim previsível do PRR em meados do ano.

A instituição reforça que o impacto do PRR será mais intenso em 2027, o que explica a revisão de 2,2% para 1,6% (-0,6 p.p.). Para 2028, aponta uma primeira estimativa de 1,9%, alinhada com o crescimento tendencial da economia.

Em termos de dinâmica anual, o NECEP destaca que 2025 registou um crescimento de 1,9% do PIB, acima da média da zona euro (1,5%). No quarto trimestre, o crescimento foi de 0,6% em cadeia e 1,8% homólogo, após 0,8% e 2,4% nos três meses anteriores.

Segundo o relatório, a desaceleração resulta de um desempenho mais fraco da população ativa e do emprego, aliado a uma fraca dinâmica das exportações, ainda que o consumo privado tenha mantido evolução positiva. A zona euro, por seu turno, deverá crescer 0,3% no último trimestre de 2025.

Para 2026 e 2027, as previsões apontam para crescimentos de 1,1% e 1,3% na zona euro, com uma perspetiva de 1,4% para 2028. O estudo atribui os limites de crescimento às consequências financeiros e monetários dos anos pandémicos ainda presentes nas economias.

Entre os fatores que pesam na região, o NECEP aponta aumentos previsíveis de despesa com segurança, defesa e pressões demográficas e ambientais, com agravamento das finanças públicas em alguns países da UE. Nos Estados Unidos, o défice e o endividamento continuam a gerar preocupação.

O relatório nota que, apesar da instabilidade geopolítica no Ucrânia, Leste Europeu, Médio Oriente e América Latina, os mercados exibem alguma normalidade, com rendimentos estáveis e pedidos de ações a registrar novos máximos. O risco de uma possível bolha no setor tecnológico norte-americano também é citado como preocupação.

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