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Na MICAM, incerteza global persiste sobre o calçado português

Na Micam, o calçado português enfrenta incerteza mundial, com queda de faturação de sete para cinco milhões e metade da produção na Mata, mantendo apenas um negócio com cliente belga

Esta é a 101.ª edição da Micam, que é uma das maiores feiras de calçado do mundo, em Milão
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  • No primeiro dia da Micam, em Milão, empresas portuguesas relatam quebra nos negócios devido a mudanças e à instabilidade económica.
  • A Fábrica de Calçado da Mata perdeu 2 milhões e prevê fechar negócio com um cliente belga; Rui Oliveira diz que a faturação caiu de sete milhões em 2023 para cinco milhões em 2025.
  • A produtora Joseli aponta uma quebra de metade da produção.
  • A edição de 101 da Micam acontece pouco depois de a União Europeia ter assinado acordo comercial com a Índia, que também afeta o setor.
  • A feira gera expectativa, com sinais de possível negócio durante o certame.

Na Micam, feira de calçado em Milão, a manhã ainda revela incerteza. Empresas portuguesas apontam quebra de negócios face à mudança económica e à instabilidade global. O clima é corrido entre títulos de portas abertas e prudência de encomendas.

Rui Oliveira, da Fábrica de Calçado da Mata, afirma que parece ter um negócio com um cliente belga. A notícia chega num tom de alívio momentâneo para a empresa, após dois anos difíceis na feira. A faturação caiu de 7 milhões em 2023 para 5 milhões em 2025.

A crise não é caso isolado. Indústria portuguesa sinaliza quebra de produção e de encomendas, reflexo de um momento de maior volatilidade no mercado internacional. O setor destaca efeitos da conjuntura económica europeia e de novos acordos comerciais.

A edição 101 da Micam ocorre pouco após a União Europeia concluir um acordo com a Índia, que pode impactar o sector. Feiras internacionais permanecem como palco de negociações, com empresas portuguesas a apresentar soluções técnicas e produtos diferenciados.

Impactos locais e perspetivas são avaliados pelos participantes. O objetivo é manter a competitividade e abrir portas a novas parcerias internacionais, mesmo numa conjuntura desafiante para o calçado português.

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