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Comércio enfrenta incertezas económicas e perspetivas de recuperação

Bruxelas estuda rever regras da Organização Mundial do Comércio para equilibrar o comércio com a China e evitar desequilíbrios comerciais

O Comissário Europeu para o Comércio e a Segurança Económica, Maros Sefcovic, fala durante uma conferência de imprensa após a reunião informal dos Ministros do Comércio, 20 de fevereiro de 2026.
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  • Bruxelas quer rever regras da Organização Mundial do Comércio para equilibrar o comércio com a China.
  • No fim de semana, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou com novas tarifas contra oito países europeus que não apoiam as suas ações na Gronelândia.
  • França e Itália pedem à Comissão Europeia que isente fertilizantes do imposto comunitário sobre as emissões de carbono, para manter a competitividade dos agricultores.
  • A partir de 1 de janeiro de 2026, exportadores de aço e alumínio para a União Europeia passarão a pagar pelas emissões de CO₂ associadas à produção.
  • O Parlamento Europeu discute salvaguardas para o acordo UE-Mercosul, com a possibilidade de uma cláusula de reciprocidade que pode endurecer as negociações entre as partes.

O Comissário Europeu para o Comércio e a Segurança Económica, Maros Sefcovic, anunciou que Bruxelas pretende rever as regras da OMC para facilitar o equilíbrio do comércio com a China. A ideia é adaptar instrumentos comerciais a novos cenários globais, mantendo o proteccionismo em cheque. A confirmar-se, a revisão poderá impactar tarifas e salvaguardas existentes.

A iniciativa surge após uma intervenção de Sefcovic na sequência de discussões com os Estados-Membros sobre instrumentos de resposta a práticas desleais. O objetivo é assegurar condições competitivas para as empresas da UE face a importações chinesas. A medida pode seguir em fases, dependendo de resultados de consulta internacional.

Paralelamente, o bloco enfrenta tensões com os EUA, com o Governo de Washington a ameaçar novas tarifas a oito países europeus que não apoiam a sua posição na Gronelândia. A tensão elevou-se após declarações do Presidente Donald Trump, aumentando a probabilidade de uma guerra comercial.

Em outra frente, o Parlamento Europeu mantém o debate sobre o acordo UE-Mercosul. Foi discutida uma cláusula de reciprocidade capaz de travar as negociações, com os Estados-Membros a preverem resistência futura. A negociação continua sem data definida para conclusão.

França e Itália pediram à Comissão Europeia que isente fertilizantes do imposto sobre carbono aplicado às importações, a entrada em vigor em 2026. A medida visa salvaguardar a competitividade do sector agrícola europeu. O tema intensifica-se na agenda ambiental da UE.

A partir de 1 de janeiro de 2026, estarão em vigor taxas sobre CO2 para as importações de aço e alumínio. Exportadores de esses metais pagariam as emissões associadas à produção. Críticas apontam para potenciais impactos no comércio e proteção de indústria europeia.

A Chevron mantém operações na Venezuela, apesar do reforço das sanções norte-americanas. A situação mostra contradição entre políticas energéticas e relações com Caracas, com várias décadas de envolvimento petrolífero a complicar o quadro. As autoridades de tutela indicam que a situação continua sob vigilância.

Também houve notícia de apreensão de um segundo petroleiro ligado a sanções, com o Departamento de Segurança Interna dos EUA a confirmar ação contra embarcações sancionadas que operam na região. A Administração Trump reforçou o bloqueio a navios que transitem por território venezuelano.

No Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou à UE para assinar o acordo com o Mercosul, destacando a importância da cooperação económica regional. Lula discursou numa reunião de cúpula, em que também se discutiram salvaguardas para o acordo.

Parlamento Europeu e Estados-Membros continuam a analisar mecanismos de salvaguarda para o Mercosul, numa tentativa de assegurar equilíbrio entre acesso ao mercado e protecção de sectores sensíveis da UE. As negociações permanecem em curso.

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