- O investimento em certificados de aforro em janeiro foi de 392,8 milhões de euros, cerca de 13 milhões por dia.
- O total aplicado subiu para 40,6 mil milhões de euros, mantendo máximos após, no fim de 2023, terem ultrapassado os 40 mil milhões.
- A remuneração dos certificados permanece acima de 2%, com a taxa em janeiro a 2,046% e, em fevereiro, a 2,031%.
- Os depósitos a prazo renderam, em dezembro, 1,36%, ficando abaixo dos certificados de aforro.
- A evolução dos juros acompanha a Euribor a três meses: após quedas em abril e agosto, os juros voltaram a subir a partir de setembro.
As famílias iniciaram o ano a investir mais 392,8 milhões de euros em certificados de aforro, segundo o Banco de Portugal. Este montante corresponde a cerca de 13 milhões por dia. A entrada de capital ficou abaixo do ritmo de dezembro, que foi de 430,9 milhões de euros.
O total aplicado em certificados de aforro subiu para 40,6 mil milhões de euros em janeiro, após ter ultrapassado pela primeira vez a barreira dos 40 mil milhões no fim do ano passado. A procura persiste devido à remuneração acima de 2% de juros.
Taxa de remuneração e comparação com depósitos
A remuneração dos certificados de aforro manteve-se acima dos depósitos a prazo, ainda que tenha registado ajustes. A taxa aplicada em janeiro era de 2,046%, caindo para 2,031% em fevereiro, associada ao indexante Euribor a três meses.
Entre os fatores que influenciam esta tendência estão as mudanças na Euribor e o facto de a atual série F ter, até abril do ano passado, entendido o teto de 2,5% como base. Os juros acompanharam o movimento do mercado e mantêm uma remuneração superior à prática de depósitos.
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