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Aveiro: Associação agrícola alerta para perdas com leite e tráfico de carne

UABDA alerta para queda do preço do leite (43 cêntimos para 39–40) e para o tráfico ilegal de carne com riscos sanitários; marcha de tractores em março

Produção de leite
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  • A União de Agricultores e Baldios do Distrito de Aveiro alertou para uma descida no preço do leite pago aos produtores, de 43 cêntimos por litro para 39–40 cêntimos nos próximos meses, na sequência de uma conferência em Ovar que abriu caminho a uma manifestação a 04 de março.
  • A marcha de tratores está prevista entre Válega e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, em Aveiro, para chamar a atenção às queixas apresentadas.
  • Além do leite, a UABDA aponta para tráfico ilegal de carne bovina originária da Catalunha, que entra no distrito durante a noite, pedindo maior fiscalização fronteiriça para evitar carne potencialmente contaminada com dermatose e o encerramento de explorações em caso de contágio.
  • Os agricultores criticam o acordo UE–Mercosul, temendo desvantagens para produtores nacionais por falta de reciprocidade e por regras sanitárias diferentes, defendendo queda de custos de produção e apoio técnico e financeiro.
  • O presidente da UABDA destacou a redução do número de produtores leiteiros no distrito de Aveiro (de cerca de 7.000 há 30 anos para 2.000 hoje) e a necessidade de valorizar pequenas e médias explorações para a soberania alimentar.

A União de Agricultores e Baldios do Distrito de Aveiro (UABDA) alertou para a possível descida do preço do leite pago aos produtores e para o alegado tráfico de carne com riscos sanitários para Portugal. A denúncia foi feita numa conferência de imprensa em Ovar, onde foi anunciada uma manifestação de agricultores para 04 de março, com uma marcha de tratores entre Válega e Aveiro, junto à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

Segundo a UABDA, o preço atual ronda os 43 cêntimos por litro e pode baixar para 39–40 cêntimos nos próximos 1 a 2 meses, o que, na perspetiva da organização, não compensa os custos de produção. O grupo afirma que os custos de alimentação, energia e requisitos sanitários são elevados em Portugal face a outros países europeus.

Tráfico de carne e fiscalização fronteiriça

A UABDA também aponta para um aumento do tráfico ilegal de carne bovina proveniente da Catalunha, que entraria no distrito durante a noite. A organização defende maior fiscalização nas fronteiras portuguesas para impedir a entrada de carne potencialmente contaminada, com riscos de infeção em explorações nacionais.

Mercosul e impactos no setor

Outro tema discutido foi o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A UABDA sustenta que as condições do acordo podem colocar os produtores portugueses em desvantagem devido à falta de reciprocidade e a regras sanitárias mais exigentes no continente europeu. A entidade pede medidas para reduzir custos de produção e apoio técnico e financeiro aos produtores.

Valor estratégico e defesa do território

O presidente da UABDA afirmou que o setor é estratégico, mas que palavras apenas não bastam para evitar agravamento dos problemas. A organização reforça a necessidade de apoio do Governo, especialmente para pequenas e médias explorações, e para atrair jovens para a atividade agrícola em Portugal.

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