- O Banco de Portugal alertou que aderir à moratória não leva à reclassificação automática de risco de crédito para efeitos contabilísticos ou prudenciais.
- O montante em causa envolve 32 mil milhões de euros em empréstimos do setor bancário a empresas e a particulares com residência fiscal em concelhos em situação de calamidade, até dezembro de 2025.
- A distribuição: 10,5 mil milhões de euros a empresas e 21,5 mil milhões de euros a particulares.
- Deste total de particulares, 12,1 mil milhões de euros correspondem a créditos à habitação própria e permanente.
O Banco de Portugal (BdP) informou, nesta quarta-feira, que a adesão à moratória bancária por parte de clientes atingidos pelo mau tempo não implica uma reclassificação automática de risco das suas obrigações de crédito, para efeitos contabilísticos ou prudenciais. A medida não altera o enquadramento de risco das operações, mesmo que os clientes tenham recorrido à moratória.
Segundo o BdP, o universo de empréstimos em causa totaliza 32 mil milhões de euros, abrangendo empresas e particulares com residência fiscal em concelhos afetados por calamidade, com referência a dezembro de 2025. Este montante representa o impacto potencial da moratória a nível agregado.
A repartição do montante mostra 10,5 mil milhões de euros em crédito a empresas e 21,5 mil milhões de euros a particulares. Dentro deste último total, 12,1 mil milhões correspondem a créditos à habitação própria e permanente.
A instituição reguladora sublinha que a adesão à moratória pode aliviar o pagamento imediato, mas não altera os critérios de classificação de risco para efeitos contábeis ou prudenciais pelos intermediários financeiros. O BdP recomenda cautela na gestão de crédito durante períodos de calamidade.
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