- A indústria automóvel já regista cerca de 65 mil milhões de dólares em perdas com a transição para os elétricos.
- A Stellantis anunciou um impacto de 22 mil milhões de euros, devido à reformulação de operações e descontinuação de projetos.
- Ford assumiu perdas de 19 mil milhões de dólares com o cancelamento do projeto da F-150 elétrica; a General Motors contabilizou 7,6 mil milhões em imparidades.
- A Honda prevê prejuízos anuais de 5,4 mil milhões de dólares, com imparidades adicionais de 1,9 mil milhões.
- Nos EUA, cortes de subsídios e a revogação da lei climática apontam para um regresso dos motores a combustão; na Europa, a meta de 2035 mantém-se, mas com possibilidade de modelos térmicos residuais sob critérios de sustentabilidade.
A indústria automóvel está a registar impactos financeiros significativos face à transição para a mobilidade eléctrica. Registos de perdas começam a surgir à medida que as vendas de veículos elétricos não acompanham as expectativas, levando fabricantes a rever estratégias.
A Stellantis anunciou um impacto de 22 mil milhões de euros (26 mil milhões de dólares) após reformular operações e descontinuar projetos. A empresa aponta o custo de superestimar o timing da transição energética como principal fator. Outras marcas, como Ford e General Motors, já tinham reportado perdas semelhantes.
A Ford assumiu perdas de 19 mil milhões de dólares com o cancelamento do projeto da F-150 elétrica, enquanto a GM registou imparidades de 7,6 mil milhões após encerrar parte do investimento nos elétricos. No Japão, a Honda prevê prejuízos anuais de 5,4 mil milhões de dólares, com imparidades adicionais previstas de 1,9 mil milhões.
Segundo o Financial Times, as perdas acumuladas já atingem 65 mil milhões de dólares, atribuídas à mudança acelerada no mercado dos carros eléctricos. O executivo Noriya Kaihara, da Honda, descreve o cenário como uma avaliação negativa da velocidade da transição.
Os elétricos continuam a atrair vendas, mas o ritmo tem sido mais lento do que o esperado. Nos Estados Unidos, o apoio público está a sofrer reversões que afetam a procura por veículos elétricos, com cortes de subsídios implementados na administração anterior. O atual governo também revogou a lei de combate às alterações climáticas, abrindo espaço para maior uso de motores a combustão.
Na Europa, a aposta mantém-se nos elétricos, ainda que com alterações. O debate sobre o fim dos veículos térmicos em 2035 ganhou nuance: estes poderão continuar a existir, com restrições de peso e exigências de materiais mais sustentáveis.
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