- O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirma IPC de 1,9% em janeiro de 2026, menos 0,3 pontos percentuais face a dezembro.
- Excluindo os produtos mais voláteis (alimentos não transformados e energéticos), a inflação fica em 1,8%.
- Energéticos caem 2,2% em termos homólogos; alimentares não transmitados sobem 5,8% (ainda abaixo de dezembro).
- Principais contribuições para a variação mensal: restaurantes, cafés e estabelecimentos similares; peixe; lares residenciais para idosos e deficientes; vinhos; rendas efetivamente pagas pela residência principal.
- O IHPC mantém-se em 1,9%, 0,2 p.p. acima da zona euro; habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis sobe 2,9%.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que a inflação acelerou menos em Janeiro, situando a variação homóloga do IPC em 1,9%. Em comparação com Dezembro, houve uma redução de 0,3 pontos percentuais. Se excluídos os produtos mais voláteis, a inflação ficou em 1,8%.
Sem os itens mais voláteis, os alimentos não transformados subiram 5,8% e os energéticos recuaram 2,2% em termos homólogos. O desempenho divergente entre estes dois grupos foi compensado pela elevação da variação de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, para 2,9%.
Entre as contribuições para a variação mensal do IPC, destacam-se restaurantes, cafés e estabelecimentos similares, peixaria, lares residenciais para idosos, vinhos e rendas da residência principal. Do lado negativo, incidiu o vestuário e calçado feminino, além de hotéis e transporte aéreo.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) também ficou em 1,9% ao ano, face ao mesmo mês de 2025. Este valor é superior em 0,2 pontos percentuais à taxa da zona euro, que ficou em 1,7%.
O relatório do INE descreve ainda a composição das mudanças: tendências setoriais, contributos positivos e negativos, e a comparação com Dezembro, sem extrapolações de dados não verificáveis. As informações permitem acompanhar a evolução de preços com foco em 2026.
Resumo rápido: Janeiro apresentou inflação anual de 1,9%, com inflação de alimentos não transformados a subir mais do que a de energéticos. A habitação também teve elevação na variação homóloga, ajudando a manter o nível geral estável.
IHPC e comparação europeia
O IHPC registou uma variação anual de 1,9%, superior à da zona euro em 0,2 p.p. A leitura facilita comparações entre Portugal e os restantes Estados-membros, incluindo o efeito de despesas turísticas.
As leituras do INE mantêm-se alinhadas com a estratégia de monitorização da inflação, apresentando dados detalhados por subgrupos e contributos para a variação mensal. Não houve convergência para uma tendência única, mantendo-se a decomposição setorial.
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