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Três líderes da Europa Central pedem energia mais barata para sustentar indústria

Três países da Europa Central exigem teto ou suspensão de licenças de CO2 para reduzir custos de energia e manter indústria competitiva

Sede da Comissão Europeia, Bruxelas
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  • Três líderes da República Checa, Áustria e Eslováquia reuniram-se em Bratislava para defender a redução dos preços da energia como base da competitividade da indústria europeia.
  • Criaram uma declaração conjunta como ponto de partida para uma coligação informal de “amigos da competitividade”, com a exigência inicial de baixar os custos energéticos.
  • O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, criticou políticas climáticas ambiciosas consideradas desadequadas para sustentar a indústria na UE face à Ásia e aos EUA.
  • O presidente-checo, Andrej Babiš, criticou o sistema de licenças de emissões de CO2 (ETS) devido à especulação e sugeriu teto de preço ou suspensão por quatro a cinco anos; as perdas para setores checos foram estimadas em cerca de 6,36 mil milhões de euros.
  • O ministro-presidente austríaco, Christian Stocker, afirmou que a competitividade é essencial ao projeto europeu e que reduzir os preços de energia é uma prioridade, para não tornar a União Europeia mais pobre.

Três líderes da Europa Central apresentaram uma declaração conjunta, assinada em Bratislava, defendendo a redução dos preços da energia para sustentar a indústria europeia. O encontro aconteceu numa terça-feira, antes da cimeira da UE, com o objetivo de abrir caminho a uma coligação informal de aliados da competitividade.

Participaram o primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babis; o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico; e o ministro dos Assuntos Parlamentares da Áustria, Christian Stocker. O texto sinaliza uma posição comum para pressionar por alterações na política energética europeia.

Fico criticou a atual orientação climática da UE, alegando que objetivos ambiciosos sem sentido perturbam a competitividade face a industrialização na Ásia e na América. Babis apontou problemas no sistema de licenças de emissão de CO2 (ETS) e a especulação que elevou os custos para empresas e bancos.

Segundo Babis, o custo líquido para a República Checa com o ETS ascendeu a cerca de 6,36 mil milhões de euros, o que motivou o pedido de eliminação ou reformulação do sistema. Os três líderes propõem um teto de preço para as licenças ou a suspensão do ETS por quatro a cinco anos.

Stocker disse que a competitividade é a base do projeto europeu e sublinhou a necessidade de controlar a situação e de reduzir os preços da energia como prioridade absoluta. O objetivo não é apenas cumprir metas ambientais, mas manter a indústria europeia viável.

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