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Custos da construção de habitação nova sobem 4% em 2025

Custos da construção de habitação nova sobem 4% em 2025, puxados pela mão-de-obra, que avança 7,7%, segundo o INE

Vidros e espelhos, com uma subida de cerca de 25%, foram os materias de construção com maior aumento em Dezembro passado
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  • O custo global de construir habitação nova em Portugal subiu quatro por cento em 2025, face a 2024, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgado a 9 de Fevereiro.
  • A mão-de-obra foi o fator que mais subiu, com sete vírgula sete por cento, enquanto os materiais tiveram uma subida de zero vírgula nove por cento.
  • Em 2024, o crescimento global tinha sido de três vírgula quatro por cento; em 2023 tinha sido de três vírgula nove por cento.
  • No último mês de 2025, a mão-de-obra contribuiu com três pontos percentuais e meio para a variação homóloga do ICCHN, com 7,7 por cento, e os materiais contribuíram com zero vírgula quatro pontos percentuais, subindo 0,8 por cento.
  • Entre os materiais que mais influenciaram a subida estão vidros e espelhos, com cerca de 25 por cento, e artigos sanitários, com cerca de 15 por cento; em contrapartida, betumes (-cerca de 20 por cento) e materiais de revestimentos, isolamentos e impermeabilização (-cerca de 10 por cento) recuaram.

O custo global de construir habitação nova em Portugal aumentou 4% em 2025 face a 2024, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados foram divulgados a 9 de Fevereiro. O aumento mantém a tendência de aceleração relativamente a 2024.

Entre os componentes do custo, a mão-de-obra registou o maior crescimento: 7,7% em termos homólogos. Os materiais de construção subiram 0,9% no mesmo período. O peso da mão-de-obra foi decisivo para o resultado global.

Em Dezembro de 2025, o custo da mão-de-obra contribuiu com 3,6 p.p. para a variação homóloga do ICCHN, que registou 7,7%. Os materiais adicionaram 0,4 p.p., com 0,8% de subida.

Quais materiais influenciaram o custo

Os vidros e espelhos incrementaram-se cerca de 25% face a Dezembro de 2024, e os artigos sanitários cerca de 15%. Nesta frente, o INE destaca também impactos positivos da variação agregada.

Queda entre alguns itens

Por outro lado, os betumes recuaram quase 20%, e os materiais de revestimentos, isolamento e impermeabilização caíram cerca de 10%. Estas quedas contrabalançaram parte dos aumentos.

Globalmente, o índice avançou 4% em Dezembro, em relação a 2024. Em cadeia, caiu 0,7% face a Novembro de 2025, refletindo variações mensais.

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