- Entre janeiro e agosto de 2025, Portugal exportou cerca de 40 toneladas de canábis medicinal ou de preparações e substâncias, quase o dobro do que ocorreu em 2024.
- Os dados são da Associação Portuguesa da Indústria de Cannabis (APIC), criada em março do ano passado, que aponta uma base industrial relevante, maturidade técnica e emprego qualificado no setor, estimado em sete mil pessoas.
- A concorrência internacional é mencionada como desafio, com regras regulatórias menos exigentes do que as praticadas em Portugal.
- O presidente da APIC, Jorge Godinho, afirma que a criação de uma associação é um passo normal na evolução de um setor para a maturidade.
- O relatório destaca a importância da indústria para o território nacional e o potencial de expansão futura.
O setor da canábis medicinal em Portugal continua a crescer, segundo dados da APIC. Entre janeiro e agosto de 2025 as exportações chegaram a cerca de 40 toneladas de plantas, preparações e substâncias, quase o dobro do registado em 2024. O estudo aponta para uma base industrial relevante, maturidade técnica e emprego qualificado, estimado em sete mil pessoas.
A APIC, criada em março do ano passado, afirma que o setor já demonstra estabilidade e dinamismo. Os seus membros destacam que o caminho atual evidencia uma estrutura industrial consolidada e uma trajetória de desenvolvimento técnico.
Contudo, os empresários sublinham a importância de manter o equilíbrio entre inovação e regulação. Emissão de regras mais brandas noutros mercados internacionais pode representar competição adicional, o que exige resposta regulatória adequada para preservar condições de mercado.
Contexto regulatório e competição internacional
Jorge Godinho, presidente da APIC, afirma que a associação representa um passo natural no amadurecimento do setor em Portugal. O objetivo passa por dialogar com autoridades, monitorizar o cenário global e defender padrões de qualidade sem perder competitividade.
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