- A garantia estatal permite que jovens até aos 35 anos financiem na totalidade a compra de casa com bancos, sem entrada.
- A medida, válida até ao fim deste ano, dinamiza o crédito à habitação em Portugal, apesar do aumento dos preços dos imóveis.
- Bancos têm pedido mais dinheiro para financiar clientes sob esta proteção; há aumento do custo de financiamento.
- O Santander Totta diz que prolongar a garantia para lá de 2026 pode não ser benéfico.
- O Banco Português de Investimento (BPI) ainda não apresentou uma resposta definitiva sobre a continuidade após o prazo atual.
A garantia do Estado que permite aos jovens até aos 35 anos financiar a casa sem entrada tem dinamizado o crédito à habitação em Portugal. A medida mantém-se até ao fim deste ano, com bancos a considerar aumentar a concessão sob proteção pública.
O Banco BPI sublinhou que não há resposta definitiva sobre a extensão da garantia para além do prazo atual. Ainda assim, reconhece que o prolongamento pode implicar custos adicionais para o sistema financeiro.
O Santander Totta, com a maior quota de crédito concedido sob a garantia, também sinalizou cautela, indicando que a prorrogação pode não ser benéfica para todos os intervenientes. A instituição não descartou impactos.
Especialistas apontam ganhos para jovens e para o setor financeiro, ao mesmo tempo que alertam para subida de preços da habitação. Governo e bancos discutem cenários e impactos no mercado de crédito.
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