- O presidente executivo do Millennium bcp, Miguel Maya, disse que num prazo de três a cinco anos haverá um ajustamento dos preços da habitação em segmentos destinados às famílias de maior rendimento.
- O ajustamento dificilmente ocorrerá já em 2026, por causa do desfase entre oferta e procura.
- Miguel Maya não partilha a ideia de um sobreaquecimento de trinta e cinco por cento no preço das casas em Portugal.
- O administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Luís Pereira Coutinho, antecipa crescimento do crédito bancário em 2026, mantendo o banco focado em crédito a jovens e na melhoria das condições das habitações no país.
Miguel Maya, CEO do Millennium bcp, afirmou que, no universo imobiliário, ocorrerá um ajustamento nos preços da habitação em alguns segmentos destinados a famílias de maior rendimento. A previsão aponta para um prazo de três a cinco anos.
O responsável pelo banco explicou que esse ajuste dificilmente se verificará já em 2026 devido ao desfasamento entre oferta e procura, salientando que a mudança será gradual e segmentada. Não quis comentar qualquer sobreaquecimento de preços no curto prazo.
O encontro ocorreu no âmbito de uma sessão do Observatório do Imobiliário sobre o futuro do setor. Além disso, Maya advertiu para a possibilidade de eventos inesperados que podem alterar o cenário macroeconómico, referidos como cisnes negros.
Perspetivas de crédito
Luís Pereira Coutinho, administrador da Caixa Geral de Depósitos, indicou que o crédito bancário deverá crescer em 2026. O banqueiro público reiterou o foco em apoiar jovens e na melhoria das condições de habitação no país.
O dirigente sublinhou que o financiamento terá orientação para reduzir barreiras ao acesso à casa, mantendo, porém, a prudência face a potenciais choques económicos. A CGD promete continuidade de programas de apoio ao segmento jovem.
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