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Líder do Santander diz que destruição não se resolve com moratória e crédito

Líder do Santander diz que moratórias e crédito não bastam a empresas devastadas; são necessárias soluções específicas e apoio a fundo perdido

Pedro Castro e Almeida defende que medidas do Governo para particulares são suficientes, mas o foco deve estar no apoio às empresas
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  • O presidente executivo do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida, afirmou que o nível de destruição não se resolverá com moratórias e mais crédito.
  • Empresas com instalações destruídas podem não ter condições de pedir novos empréstimos, mesmo com taxas reduzidas ou spread zero.
  • O banco já recebe manifestações de interesse para moratórias, que suspenderiam pagamentos do crédito por 90 dias, com possibilidade de extensão em casos específicos.
  • Se houver seguro que cubra reconstrução, pode ser possível apoiar a atividade com crédito a médio e longo prazo; se não houver cobertura, o acesso a novo crédito pode ficar comprometido.
  • O Governo anunciou medidas de apoio, o Santander ressalva que é preciso tempo para adaptar planos às situações reais das empresas, mantendo foco na sobrevivência e na recuperação.

O presidente executivo do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida, afirmou que empresas em Leiria ou Marinha Grande com instalações destruídas não conseguem aceder a novos créditos, mesmo com condições favoráveis. A declaração ocorreu durante a apresentação dos resultados do banco.

Segundo o dirigente, o nível de destruição visto não se resolve apenas com moratórias e mais crédito. Disse ainda que oferecer crédito a custo zero não basta e que é necessária ajuda a fundo perdido para reconstrução.

Castro e Almeida falava na conferência de imprensa realizada em Lisboa, após o Santander apresentar lucros de perto de mil milhões de euros para 2025. O barco de resultados posicionou o banco num cenário de recuperação económica.

Medidas de apoio e limites da moratória

Miguel Belo de Carvalho, administrador com a área de empresas, destacou o papel do lay-off simplificado e a complementaridade entre moratórias, linhas de crédito e apoio a empresas. As moratórias entram em vigor a partir de 28 de janeiro.

O Governo ainda não publicou o quadro legal definitivo das moratórias, que podem durar 90 dias com possível extensão de 12 meses em casos especiais. O objetivo é dar liquidez às empresas afetadas pela tempestade Kristin.

Para o Banco de Fomento, cerca de 120 mil empresas estão sediadas nos concelhos mais atingidos, com potencial para beneficiar das linhas de crédito com condições bonificadas. O Governo pode considerar medidas adicionais conforme o tempo avança.

Castro e Almeida deixou claro que o banco está aberto a adaptar soluções, desde que haja crédito disponível e condições adequadas para a recuperação industrial. Ele encerrou destacando melhorias na relação com clientes desde a pandemia.

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