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Agricultores do Oeste dizem que apoios são insuficientes para prejuízos

AIHO alerta que os 40 milhões de euros de apoio são insuficientes para reconstruir estufas e culturas, com teto de 400 mil euros e 30% de prejuízo por parcela

Rio Sado voltou a galgar as margens e inundou a Av. dos Aviadores, devido à passagem da depressão Leonardo, em Alcácer do Sal
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  • A AIHO afirma que os 40 milhões de euros anunciados para apoiar os prejuízos na agricultura são insuficientes face à escala dos danos.
  • O teto elegível de 400 mil euros por exploração e o requisito de 30% de prejuízo por parcela podem deixar vários agricultores de fora.
  • Os prejuízos afetam estruturas (estufas) e culturas, com alguns produtores de morangos sem seguros para as estufas.
  • A situação pode agravar-se se não for possível entrar nas parcelas encharcadas para preparar novas culturas, como batatas e couves.
  • O Governo declarou calamidade em 68 concelhos e lançou uma linha de apoio de 40 milhões de euros, com condições de acesso adicionais para quem perdeu mais de 30% da exploração.

A AIHO—Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste—alertou esta quinta-feira que os 40 milhões de euros anunciados para mitigar os prejuízos do mau tempo na agricultura não são suficientes face à dimensão do problema. O presidente da associação, Sérgio Ferreira, afirmou à Lusa que o montante é insuficiente para reconstruir a capacidade produtiva afetada.

Ferreira explicou que o teto máximo elegível de 400 mil euros por pedido e a obrigação de ter pelo menos 30% de prejuízo por exploração podem excluir vários agricultores. Segundo o líder, há situações em que os apoios não cobrem a reconstrução de um hectare de estufas, deixando aos produtores a vía dos seguros, empréstimos ou capital próprio.

Os prejuízos atingem estruturas como estufas eCulturas parcialmente ou totalmente destruídas pela tempestade. O dirigente recordou ainda que produtores de morangos não dispunham de seguros para assegurar estas infraestruturas, e que várias candidaturas já em análise voltaram a registar estragos.

Impacto por regiões e culturas

Após as depressões Kristin e Leonardo, os estragos incidem sobretudo sobre hortícolas, com destaque para couves e tomate, tanto em estufa como ao ar livre. A AIHO teme que a incapacidade de preparar terrenos encharcados para novas culturas agrave as campanhas subsequentes.

A associação estima que os prejuízos superem significativamente os valores indicados na semana anterior, entre 5 milhões e 10 milhões de euros. Paralelamente, o ministro da Agricultura anunciou uma linha de apoio de 40 milhões de euros destinada a reposição do potencial agrícola afetado.

Critérios de acesso aos apoios

Para aceder ao novo apoio, é necessário que o prejuízo na exploração seja superior a 30%. O Governo abriu apoios a fundo perdido para agricultores dos 68 concelhos onde foi declarada calamidade. O objetivo é apoiar a reposição do potencial produtivo danificado pelo mau tempo.

As autoridades indicaram ainda que o tempo de calamidade permanece em vigor até domingo, com um conjunto de medidas de apoio que totalizam até 2,5 mil milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais atingidas pelas consequências materiais do temporal.

Contexto atual

Onze pessoas morreram em Portugal desde a passagem das depressões Kristin e Leonardo. Além das perdas humanas, as consequências incluem destruição de casas, empresas e equipamentos, queda de infraestruturas, interrupções de transportes e cortes de energia, água e comunicações. A situação mantém-se sob vigilância das autoridades competentes.

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