- Particulares fizeram depósitos a prazo, entre novos e renovações, no valor de 144,3 mil milhões de euros em 2025, mais 14,7 mil milhões face a 2024, o maior desde 2003.
- O ano passado as famílias aplicaram cerca de 40 milhões de euros por dia nestes produtos bancários, o valor mais elevado dos últimos 22 anos.
- A taxa média dos novos depósitos das famílias caiu de 2,16% para 1,36% em dezembro de 2025, uma descida de 0,80 pontos percentuais, a sexta maior entre os países da área do euro.
- Nos depósitos até um ano, a remuneração caiu de 2,17% para 1,37%, correspondendo a 95% do total de novas operações em 2025.
- Portugal registou a sexta maior redução da taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares na área do euro, no ano passado.
Os depósitos a prazo dos particulares mantiveram-se elevados em Portugal, mesmo com a descida das taxas. Entre renovações e novos contratos, o montante total chegou a 144,3 mil milhões de euros em 2025, segundo o balanço divulgado pelo Banco de Portugal (BdP).
Os juros médios cobrados pelos bancos sobre estes depósitos continuaram a cair ao longo de 2025. A taxa média dos novos depósitos até um ano passou de 2,17% em dezembro de 2024 para 1,37% em dezembro de 2025, uma redução de 0,80 pontos percentuais.
A tendência de menor remuneração estendeu-se a todos os prazos. Nos depósitos de um a dois anos, a taxa caiu de 1,73% para 1,33% no mesmo período, uma descida de 0,40 pontos percentuais. Os dados refletem uma queda generalizada na remuneração oferecida aos clientes.
Apesar da redução das taxas, os particulares continuaram a aumentar a poupança em depósitos a prazo. O montante total de depósitos a prazo aumentou 14,7 mil milhões de euros face a 2024, o valor mais elevado desde 2003, segundo o BdP.
A informação aponta ainda que a taxa média de juros dos novos depósitos de famílias situou-se em 1,36% em dezembro de 2025, face a 2,16% em dezembro de 2024. A queda acima da média na área do euro situa-se na sexta posição entre os países membros.
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