- Angola vai acolher, ainda este ano, em Luanda, a Cimeira Global de Investimento em África.
- O anúncio foi feito pelo Presidente João Lourenço, em Dubai, na cerimónia de lançamento da cimeira.
- O objetivo é mobilizar capitais globais e desbloquear o valor dos ativos soberanos de África para acelerar o desenvolvimento.
- Lourenço destacou que África detém quarenta por cento das reservas mundiais de minerais e é fundamental para a transição energética.
- A cimeira reunirá mais de trinta Chefes de Estado e Governo e mobilizará mais de seis mil delegados, incluindo cerca de quinhentos ministros.
Angola vai acolher, ainda este ano, a Cimeira Global de Investimento em África, que se realiza em Luanda. A decisão foi anunciada pelo Presidente angolano, João Lourenço, durante a cerimónia de lançamento no Dubai, à margem da Cimeira Mundial de Governos.
O chefe de Estado destacou que o evento visa mobilizar o capital global para potenciar o desenvolvimento africano. A iniciativa pretende evidenciar uma nova forma de atrair investimento e desbloquear o valor dos ativos soberanos do continente.
João Lourenço, que encerra o mandato como presidente em exercício da União Africana, afirmou que África pode beneficiar de um novo paradigma de investimento. A meta é acelerar o crescimento e cumprir a Agenda 2063, a África que Queremos.
O Presidente enfatizou a importância de integrar ativos africanos na transição energética, com destaque para minerais, gás natural e biodiversidade. A ideia é monetizar recursos soberanos de forma estruturada e segura.
Segundo o chefe de Estado, a cimeira servirá de ponte institucional entre África e investidores globais, proporcionando previsibilidade, regras estáveis e contratos respeitados. A iniciativa visa ganhos mútuos.
Relativamente a Angola, Lourenço elencou reformas estruturais de impacto económico e social em curso, sublinhando o papel da cimeira para um futuro com impacto duradouro para o país e para o mundo.
Contexto e objetivos
A cimeira reúne mais de 30 chefes de Estado e Governo de todos os continentes, com mobilização de mais de 6.000 delegados, incluindo cerca de 500 ministros. O evento reforça a aposta angolana em reformas e atração de capital externo.
Participação internacional
A cerimónia de lançamento ocorreu nos Emirados Árabes Unidos, reforçando o dinamismo regional em parcerias para o desenvolvimento. A organização visa criar condições estáveis para investidores, com foco em projetos de energia e mineração.
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