- Isabel Guerreiro será a nova CEO do Santander Totta a partir de 1 de março, substituindo Pedro Castro e Almeida na liderança do banco em Portugal.
- Pedro Castro e Almeida passa a chief risk officer do Grupo Santander, responsável pela gestão de risco a nível internacional.
- As mudanças estão ligadas à nomeação de Mahesh Aditya como próximo presidente do Santander no Reino Unido, com entrada prevista para 1 de março; os resultados anuais do grupo e do banco em Portugal serão divulgados na próxima semana.
- Isabel Guerreiro, engenheira de formação, já desempenhava funções executivas no Santander desde 2005 e torna-se a primeira mulher a liderar um grande banco em Portugal.
- Em Portugal, as mudanças incluem eleições de órgãos sociais no Banco Comercial Português e no Banco BPI, com Miguel Maya e João Pedro Oliveira e Costa disponíveis para renovar mandatos.
O Santander confirmou alterações estratégicas na sua liderança em Portugal e no grupo. Isabel Guerreiro assume a presidência executiva do Santander Totta a partir de 1 de Março, substituindo Pedro Castro e Almeida, que passa a chief risk officer do Grupo Santander. A mudança é a primeira mulher a liderar um grande banco em Portugal.
Guerreiro, que era vice-presidente do Santander Portugal, integra a administração executiva com responsabilidades na área de retalho, balcões, transformação, tecnologia e IA. O histórico de serviço no grupo desde 2005 é citado como elemento-chave para a designação.
Pedro Castro e Almeida permanece no grupo, mantendo-se na gestão de risco a nível internacional. A nomeação de Guerreiro coincide com a nomeação de Mahesh Aditya como próximo presidente do Santander no Reino Unido, com impacto também em funções de risco para o conjunto do grupo, com entrada prevista para 1 de Março.
No entanto, antes da divulgação oficial dos resultados anuais, o grupo promove ainda apresentações dos resultados do Santander Portugal e do grupo global na próxima semana.
Mudanças no Santander em Portugal
A substituição de Castro e Almeida marca uma mudança de liderança num dos cinco maiores bancos portugueses, após António Vieira Monteiro, Horta Osório, Nuno Amado e os anteriores dirigentes. Guerreiro passa a liderar o Totta, mantendo a tradição do grupo de promover talentos internos.
Castro e Almeida deixa o cargo depois de sete anos à frente do banco, que integrou a estrutura da administração executiva em 2019. O executivo ingressou no Santander em 1993, ocupando, entre outras funções, a liderança de áreas de risco e transformação.
A direção de risco que Castro e Almeida deixa no Portugal ficará a cargo de Guerreiro a partir de Março, com o objetivo de manter a coherência estratégica do grupo na região. O anúncio reforça a continuidade de política interna do Santander em Portugal.
Outros movimentos no setor bancário em Portugal
Nos assembléias-gerais do BCP e BPI, estão previstas eleições para novos mandatos dos órgãos sociais, com Miguel Maya e João Pedro Oliveira e Costa a indicar disponibilidade para continuar, conforme desejem os acionistas.
Menores bancos também promovem mudanças na liderança. Sérgio Frade assume o crédito agrícola após Licínio Pina, e José Azevedo Pereira sucede Pedro Leitão à frente do Banco Montepio, com passagem do antigo banco Abanca.
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