- No ISEG, em Lisboa, a Forbes Portugal premiou os Maiores Líderes em Crescimento, numa lista elaborada pela Iberinform que analisou 1.200 grandes empresas.
- As grandes empresas representam 0,2% do total e respondem por 40% do volume de negócios; 25% das vendas destinam‑se ao mercado externo, correspondendo a 37,4% do total exportado.
- O universo de grandes empresas é de cerca de 1.250 entidades, que geraram perto de 200 mil milhões de euros de volume de negócios em 2024, num total de 460 mil milhões do conjunto de empresas com contas.
- Estas empresas empregam cerca de 669 mil trabalhadores e apresentam maior autonomia financeira, com 42,5% dos ativos financiados por capitais próprios, acompanhada de uma redução do endividamento e maior solidez em relação à média europeia.
- A concentração geográfica é maior em Lisboa, Porto, Aveiro e Braga, e as grandes empresas são consideradas um motor essencial da economia nacional, contribuindo para riqueza, internacionalização e emprego.
No auditório do ISEG, em Lisboa, a Forbes Portugal entregou os prémios Maiores Líderes em Crescimento, reconhecendo empresas nacionais em seis categorias. A lista, elaborada com a Iberinform, analisou 1.200 grandes empresas. Nuno Marçal Moita explicou a metodologia e dados sobre a estrutura empresarial.
As grandes empresas representam 0,2% do total, mas geram 40% do volume de negócios. A autonomia financeira e a resiliência são fatores-chave para a competitividade e a integração nas cadeias globais de abastecimento. Estas empresas destacam-se pela forte presença internacional.
Nesta lista, 25% das vendas destinam-se ao mercado de exportação, representando 37,4% do total exportado. As importações somam 51 mil milhões de euros, correspondendo a 25,8% dos negócios e 40,3% do total. O relatório aponta para uma rede de valor e inovação que sustenta a economia nacional.
Autonomia financeira e participação no emprego
As grandes empresas empregam cerca de 669 mil pessoas, 13% do total em 2024. A maioria está nos setores de Energia, Comércio por Grosso, Retalho, Banca e Indústria Transformadora. A caixa gerada representa 14,8% dos negócios, com capitais próprios a financiar 42,5% dos ativos. O endividamento financeiro cobre 20,6% dos ativos.
Nuno Marçal Moita sublinha uma tendência de melhoria da solidez financeira: autonomia financeira de 42,5% e redução do endividamento, em linha com a UE. Em Portugal, o peso da autonomia financeira aproxima-se da média europeia, com rendibilidade esperada de 11,4%. O estudo cita dificuldades com a incerteza económica, apontada como um dos maiores problemas por 40% das empresas.
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