- Christine Ourmières-Widener afirma que o despedimento serviu para a “sobrevivência política” de António Costa; o texto foi publicado no Expresso de 23 de janeiro.
- Diz que a saída da TAP ocorreu sem justa causa e que a decisão passou a responder a uma lógica de conveniência política.
- Lembra que foi contratada para liderar a TAP e que colocou as contas da empresa no verde.
- Aponta decisões difíceis na gestão, como despedimentos, o fecho da manutenção no Brasil e a negociação do plano de reestruturação com Bruxelas.
- Afirma ter sido alvo de acusações públicas sem fundamento e está num contencioso, a exigir mais de 5,9 milhões de euros de indemnização.
A ex-CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, afirma que o seu despedimento esteve ligado à sobrevivência política do então Primeiro‑Ministro António Costa. O texto, assinado pela gestora, foi publicado na edição de Expresso de 23 de janeiro.
No artigo, Ourmières-Widener sustenta que a decisão deixou de depender da gestão da empresa e passou a responder a uma lógica de conveniência política, levando a um despedimento sem justa causa. Alega que o timing não respeitou critérios empresariais.
Quase três anos após a demissão, na sequência de um relatório da Inspeção Geral das Finanças, a antiga CEO lembra que foi contratada para liderar a TAP e que conseguiu colocar as contas da empresa no verde. A gestão incluiu decisões impopulares, como despedimentos, o encerramento de uma unidade de manutenção no Brasil e a negociação com Bruxelas.
Contexto do despedimento e contestação
A gestora diz ainda ter sido alvo de acusações públicas de intenções criminosas sem fundamento. O caso encontra‑se em tribunal, com a requerente a pedir mais de 5,9 milhões de euros de indemnização. A versão apresentada contrasta com a narrativa da direção da TAP na altura.
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