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Portugueses investem 5,45 mil milhões em Certificados de Aforro em 2025

Subscrições líquidas nos Certificados de Aforro totalizam 5,45 mil milhões em 2025, elevando o saldo para mais de 40 mil milhões de euros e mantendo o teto por aforrador

Produto do Estado continua a ser "refúgio" para aplicação de poupanças de muitos portugueses
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  • Portugueses aplicaram 5,45 mil milhões de euros em Certificados de Aforro em 2025, com o saldo atual a superar os 40 mil milhões de euros, novo máximo histórico; o limite por aforrador continua a travar novas aplicações.
  • Em dezembro, as subscrições líquidas somaram 431 milhões de euros, elevando o saldo de 39.760 milhões para 40.191 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.
  • A taxa-base dos Certificados de Aforro em dezembro foi de 2,057%, acima da taxa média dos depósitos, de 1,37% (novembro).
  • Em janeiro, a rentabilidade dos CA caiu ligeiramente para 2,046%, ainda acima da evolução prevista para os depósitos; a variação acompanha a Euribor a três meses, que permanece acima dos dois por cento.
  • Está em curso a desmaterialização dos Certificados de Aforro das séries A, B e D, com atualização de dados pessoais; o processo exige presença física, podendo ser feito nas lojas CTT com Hora Marcada.

Os portugueses volume de subscrições em Certificados de Aforro (CA) atingiu 5,45 mil milhões de euros em 2025, com o saldo de CA a superar os 40 mil milhões de euros, um novo máximo histórico. Em dezembro, as subscrições líquidas chegaram a 431 milhões, elevando o saldo para 40.191 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal (BdP).

No conjunto de 2025, as aplicações líquidas em CA representaram cerca de 5,45 mil milhões de euros. A taxa-base dos CA, em dezembro, foi de 2,057%, com prémios de permanência em séries mais antigas, mantendo-se acima da taxa média dos depósitos, de 1,37% em novembro.

Para títulos de dívida pública no mês em curso, a rentabilidade caiu ligeiramente para 2,046%, ainda assim superior à evolução esperada para os depósitos bancários. A variação da taxa-base está ligada à Euribor a três meses, que permanece acima dos 2%.

Parte dos aforradores continua limitado pelo teto máximo de subscrição. O Governo prometeu revisar o limite, mas sem alterações até agora. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha aumentado no final de 2024 os montantes máximos para investidores particulares (de 50 mil para 100 mil euros) e para as séries E e F (de 250 mil para 350 mil euros).

Ao mesmo tempo, certificados do Tesouro perderam remuneração, com novas aplicações a não compensarem os resgates. No último ano, o produto viu sair mais de dois mil milhões de euros. Em dezembro, o montante situava-se pouco abaixo de 7,74 mil milhões de euros.

No conjunto das duas aplicações, os particulares financiaram o Estado em 47,93 mil milhões de euros. O Governo está a promover a desmaterialização dos Certificados de Aforro, convertendo velhos certificados em papel em valores escriturais.

Desmaterialização dos Certificados de Aforro

Este processo envolve a passagem para contas-aforro e a necessidade de atualização de dados pessoais. A desmaterialização das séries A, B e D pode ser implementada presencialmente, por aforrador ou representante, com agendamento nas lojas CTT via Hora Marcada.

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