- A Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) analisou a descentralização entre 2000 e 2023.
- O estudo conclui que Portugal continua centralizado e que a diferença entre Lisboa e o resto do país tem-se agravado.
- A equipa utiliza a imagem de um avião para ilustrar o funcionamento do país com “apenas um motor”.
- Lisboa permanece a principal concentração de investimento; o Porto tem perdido poder económico.
- Os autores do relatório são Óscar Afonso, diretor da FEP, e Nuno Torres.
O estudo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto analisa o período entre 2000 e 2023 e conclui que Portugal continua centralizado, com a diferença entre Lisboa e o resto do país a agravar-se. A capital mantém-se como principal polo de investimento.
Os resultados sugerem que o país funciona, em termos económicos, como se tivesse apenas um motor, com Lisboa a emergir como principal impulsionadora e o Porto a perder peso no rendimento agregado. A análise incide nos efeitos da descentralização ao longo de mais duas décadas.
Os autores do relatório, Óscar Afonso e Nuno Torres, destacam a necessidade de políticas públicas que promovam a redução de assimetrias regionais e reforcem a capacidade de investimento em áreas fora da capital.
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