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Após chamar Musk de idiota, O’Leary diz que a Ryanair aceitaria o investimento

O’Leary afirma que a Ryanair aceitaria investimento de Musk; a disputa impulsionou reservas entre dois e três por cento, mas o custo do Starlink pesa

Michael O'Leary na conferência de imprensa onde abordou a polémica com Elon Musk
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  • O diretor executivo da Ryanair disse que aceitaria um investimento de Elon Musk, afirmando que seria “um grande investimento” e lembrando que cidadãos não europeus não podem ser proprietários maioritários de companhias aéreas europeias.
  • A disputa pública entre Musk e O’Leary parece ter feito subir as reservas da Ryanair, estimando-se um aumento de 2 a 3%.
  • O’Leary explicou que a Ryanair é uma empresa de capital aberto e que Musk tem liberdade para investir a qualquer momento, desde que não viole regras internas de propriedade.
  • Sobre a Starlink, o CEO disse que a tecnologia é “fantástica” mas que a Ryanair não tem condições para suportar os custos do wi‑fi a bordo, incluindo estimativas de 250 milhões de euros por ano para instalação e entre 100 e 200 milhões de euros adicionais em combustível.
  • A troca de insultos entre Musk e O’Leary incluiu chamar o outro de “idiota”; a Ryanair chegou a lançar uma promoção na X dirigida a Musk e a “idiotas”.

O capitão da Ryanair, Michael O’Leary, afirmou nesta quarta-feira que a empresa aceitaria um investimento de Elon Musk, caso exista interesse por parte do empresário. Na conferência de imprensa, O’Leary disse que um investimento de Musk seria visto como de grande valor, destacando que a disputa pública entre os dois ajudou a aumentar as reservas em 2 a 3%. Observou ainda que a Ryanair é detida por ações, mas que cidadãos não europeus não podem ser proprietários majoritários de companhias aéreas europeias.

OCE da Starlink e custos de internet a bordo foram temas centrais. O’Leary elogiou a tecnologia, descrevendo-a como excelente, e informou que já esteve em negociações com a Starlink. No entanto, afirmou que a Ryanair não tem condições para suportar os custos do serviço de wi-fi nos aviões, estimando um encargo superior a 250 milhões de euros por ano apenas com a instalação, acrescido de entre 100 e 200 milhões de euros em combustível, por causa do peso das antenas.

O diretor-executivo da Ryanair refutou críticas feitas por Musk sobre a razão de não utilizar o Starlink nos voos. Segundo O’Leary, as comunicações com Musk não aconteceram de forma direta, e ele classificou as crises públicas entre ambos como inusitadas. O anúncio da Ryanair ocorreu após o interesse público gerado pela polêmica envolvendo a Starlink e as declarações de Musk.

Entre as posições já conhecidas, a Ryanair indicou que a implementação do sistema de internet a bordo implicaria custos significativos para a frota atual, o que justificaria a resistência à adoção imediata. O’Leary reforçou ainda que a empresa não pretende alterar a regra de elegibilidade de proprietários, mantendo restrições quanto à participação de cidadãos não europeus.

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