- A Meta vai deixar de vender os óculos Quest a clientes empresariais e vai descontinuar vários serviços de software associáveis.
- O Horizon Workrooms, plataforma de colaboração em realidade virtual, ficará indisponível a 16 de fevereiro.
- A partir de 20 de fevereiro, a Meta deixará de enviar qualquer modelo da família Quest para clientes empresariais.
- A subscrição Horizon Managed Services (HMS) também será descontinuada, com suporte disponível até 4 de janeiro de 2030.
- A mudança acompanha cortes na unidade Reality Labs e reforça o foco da empresa no mercado de consumo, mantendo o compromisso a longo prazo com a realidade virtual.
A Meta anunciou a redução de atuação no setor corporativo da sua realidade virtual, deixando de vender os óculos Quest a empresas e encerrando serviços de software associados. A medida faz parte de uma reorientação estratégica e de cortes na unidade Reality Labs, que gere hardware e software de VR.
A empresa confirmou que vai descontinuar um conjunto de serviços que funcionam com estes dispositivos, concentrando esforços no mercado de consumo. A mudança ocorre num contexto de reestruturação interna e foco reequilibrado entre hardware e software.
No começo da semana, a Meta confirmou cortes superiores a mil trabalhadores na Reality Labs, com grande parte das vagas a serem eliminadas em equipas de engenharia de hardware. As mudanças sinalizam uma redução de pessoal ligada a hardware de VR.
Encerramento de Horizon Workrooms
O primeiro serviço a terminar é o Horizon Workrooms, lançado em 2021 como solução de colaboração em VR. A plataforma permitia salas de reunião virtuais com até 16 colaboradores representados por avatares. O Horizon Workrooms ficará indisponível a partir de 16 de fevereiro.
Fim das vendas empresariais de Quest
Poucos dias depois, a 20 de fevereiro, a Meta deixará de enviar qualquer modelo da família Quest para clientes empresariais. A decisão abrange toda a gama atual, incluindo os modelos mais recentes, como o Quest 3.
O Quest 3, apresentado em 2023, usa um processador de VR da Qualcomm com CPU, GPU e IA integrados, suportando ecrãs de 2.064 por 2.208 píxeis por olho. Em 2024 surgiu o Quest 3S, com o mesmo chip e ecrãs de menor resolução, posicionado como opção mais acessível.
Encerramento do Horizon Managed Services
Paralelamente, a Meta vai deixar de comercializar a subscrição Horizon Managed Services (HMS), que permitia à TI gerir centralmente os óculos Quest em organizações. O HMS incluía reposição de senhas, eliminação remota de dados e integração com outras ferramentas de gestão.
Apesar de deixar de ser vendido já no próximo mês, o HMS continuará a ser suportado até 4 de janeiro de 2030, proporcionando margem de transição para as empresas que ainda o utilizem.
A empresa justifica a mudança pela maior concentração no desenvolvimento de hardware e software de consumo. A Meta afirma manter o compromisso com a realidade virtual a longo prazo, mas com foco mais claro nos produtos para o público final.
Segundo a imprensa, a Reality Labs está hoje mais orientada para óculos inteligentes. A Bloomberg avançou que a Meta pondera duplicar a capacidade de produção anual de óculos para 20 milhões de unidades, incluindo os Meta Ray-Ban Display, que integram IA e controlo por gestos via pulseira dedicada.
Entre na conversa da comunidade