- A Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital (AGEFE) alerta para perturbação nos portos nacionais após a entrada em funcionamento do novo sistema eletrónico das alfândegas, o SiMTeM.
- AAGEFE aponta atrasos no desalfandegamento e custos adicionais que já se traduzem em várias consequências financeiras para as empresas, incluindo armazenagem e penalizações contratuais.
- Segundo o director-geral da AGEFE, Daniel Ribeiro, o cenário já levou ao desvio de mercadorias para portos espanhóis para mitigar perdas e assegurar o escoamento.
- A associação critica a ausência de uma fase de adaptação ao novo sistema, defendendo que a mudança foi implementada sem garantias de operacionalidade logística.
- A AGEFE pediu intervenção urgente do Governo, incluindo a suspensão do SiMTeM, mas não houve resposta oficial até ao momento, com o risco de agravar a competitividade e o comércio externo.
A Associação Portuguesa da Indústria Eletrodigital (AGEFE) chama a atenção para perturbações nos portos nacionais após a entrada em funcionamento do novo sistema eletrónico das alfândegas. A entidade aponta atrasos significativos no desalfandegamento e estimativas de prejuízos em milhões de euros.
O diretor-geral da AGEFE, Daniel Ribeiro, descreveu o cenário como um caos nos portos de mercadorias e indicou que várias empresas enfrentam retenção de cargas. Em alguns casos, houve desvio de mercadorias para portos espanhóis para tentar minimizar perdas.
Segundo a AGEFE, os atrasos elevam custos de armazenagem, provocam rupturas na cadeia logística e geram penalizações contratuais, agravando-se com o passar dos dias. A associação acusa a ausência de uma fase de adaptação ao novo programa.
Impacto financeiro e resposta institucional
A AGEFE pediu intervenção urgente do Governo e pediu a suspensão imediata do Sistema Integrado de Tratamento Eletrónico das Mercadorias (SiMTeM). A associação relata falta de resposta oficial por parte do Executivo até ao momento.
Daniel Ribeiro aponta que, sem medidas rápidas, o impacto económico pode piorar, afetando a competitividade das empresas e o comércio externo. A organização pede ações para desbloquear mercadorias retidas e restabelecer a normalidade nos portos do país.
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