- A Madeira lidera o esforço financeiro na compra de casa, com um valor médio de habitação de cerca de 4.363 €/m².
- O preço médio nacional de venda em janeiro de 2026 foi de 3.670 €/m², com Lisboa a 5.776 €/m² e a Guarda a 743 €/m².
- No arrendamento, a renda média nacional foi de 16,54 €/m², com Lisboa no pico, a 20,89 €/m², em um mercado com escassez de oferta.
- O Observatório do Imobiliário Nacional indica que o Índice de Acessibilidade Habitacional mostra que um casal precisa de cerca de 53 % do rendimento para pagar um T2 e 55 % para um T3; a Madeira apresenta o maior esforço.
- O projeto pretende transformar dados em conhecimento útil, monitorizar preços, oferta e acessibilidade e promover decisões mais informadas para famílias, investidores, empresas e decisores.
O Doutor Finanças, fintech especializada em bem-estar financeiro, anunciou a criação da nova área de Dados Imobiliários. O objetivo é analisar, interpretar e divulgar informação sobre o mercado português, com foco no impacto real para famílias e empresas. O Observatório do Imobiliário já aponta assimetrias e desafios de acessibilidade.
Os primeiros dados mostram que o preço médio escolar de venda de habitação em Portugal foi de 3 670 €/m² em janeiro de 2026. Lisboa lidera com 5 776 €/m², enquanto o distrito da Guarda é o mais acessível, com 743 €/m². A Madeira situa-se em 4 363 €/m².
No arrendamento, a renda média nacional ficou em 16,54 €/m², com Lisboa no topo, a 20,89 €/m², num mercado marcado pela escassez de oferta. O Observatório aponta para robusta pressão sobre os preços e a disponibilidade de imóveis.
Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças
O Observatório analisa anúncios de venda e arrendamento cruzados com dados oficiais, para acompanhar evolução de preços, oferta e acessibilidade a nível nacional, distrital e municipal. Os primeiros resultados destacam fortes contrastes regionais.
Um dos principais indicadores é o Índice de Acessibilidade Habitacional, que relaciona o rendimento médio com a prestação média de crédito habitação. Em Portugal, um casal gasta em média 53% do rendimento líquido para pagar um apartamento T2 e 55% para uma moradia T3.
Na Madeira, o esforço financeiro é o maior do país, refletindo maior acessibilidade exigida para aquisição de habitação. Distritos com menor pressão relativa incluem Guarda, Castelo Branco e Portalegre, onde a acessibilidade é mais favorável.
Nuno Leal, co-CEO do Doutor Finanças, comenta que o mercado imobiliário entrou num novo ciclo, mais previsível e exigente. As famílias precisam de informação clara e contextualizada, alinhada ao rendimento.
Bruno Coelho, administrador do Imobiliário do Doutor Finanças, adianta que a área de Dados Imobiliários e o Observatório visam transformar dados em conhecimento útil, apoiando decisões mais informadas e sustentáveis.
O Observatório do Imobiliário Nacional agrega dados de venda, arrendamento e dinâmicas de oferta, reforçando o posicionamento do Doutor Finanças como referência no bem-estar financeiro.
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