- A Administração Geral Tributária (AGT) está a investigar o desvio de 10 contentores de arroz provenientes da República da China, em trânsito aduaneiro em Angola, com destino à República Democrática do Congo.
- O caso começou após o processamento de trânsito de vinte contentores no dia cinco de dezembro de dois mil e vinte e cinco, partindo do Terminal da Sogester, no Panguila, com destino ao Luau, na região do Moxico.
- Ao chegar ao posto do Luau, apenas dez contentores foram recepcionados, levando à abertura de investigação para apurar o paradeiro da carga em falta.
- Os contentores desviados foram localizados num estaleiro em Viana, Luanda: oito vazios, um com cerca de mil cento e dez sacos de arroz de vinte e cinco quilos e outro com bidões de combustível com indícios de contrabando.
- O destino final da mercadoria será definido com base nos resultados da investigação e das decisões judiciais; o processo pode resultar em confisco, multas ou processo-crime, com possível participação de sócios estrangeiros.
A Administração Geral Tributária (AGT) está a investigar o desvio de 10 contentores de arroz provenientes da República da China, que seguiam em trânsito aduaneiro em Angola com destino à República Democrática do Congo (RDC). A informação foi divulgada em Luanda nesta segunda-feira.
De acordo com Carla do Prado, chefe do Departamento dos Serviços Aduaneiros do 3.º Serviço Regional Tributário, a operação começou no dia 5 de dezembro de 2025, quando um importador submeteu o trânsito de 20 contentores. Partiram do Terminal da Sogester, em Panguila, Bengo, com destino à estância aduaneira do Luau, no Moxico, RDC.
Ao chegarem ao posto do Luau, apenas 10 contentores foram recebidos, o que levou à abertura de investigações sobre o paradeiro da carga em falta. As apurações localizaram os contentores desviados num estaleiro de Viana, Luanda, onde foram encontrados oito contentores vazios, um com cerca de 1 100 sacos de arroz de 25 quilos e outro com bidões de combustível aparentemente preparados para contrabando.
A dirigente adiantou que o destino final da mercadoria depende dos resultados da investigação e das decisões judiciais competentes. Embora a empresa envolvida seja angolana, podem participar sócios estrangeiros no processo, segundo a responsável.
O caso mantém-se em curso, com verificação do desvio ainda por concluir integralmente. A AGT indicou que a mercadoria pode ser apreendida pelo Estado, sujeita a multas, ou restituída ao contribuinte mediante decisão judicial. A chefe do Departamento apelou aos operadores económicos para cumprir a legislação aduaneira, reiterando que a evasão fiscal prejudica o Estado.
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