- Os preços do ouro atingiram nível recorde, rondando os 4.600 dólares por onça, e a prata aproximou-se de 85 dólares por onça.
- A escalada decorre de uma ameaça do Departamento de Justiça dos EUA contra o banco central, divulgada pelo presidente da Reserva Federal, Jerome Powell.
- A notícia levou a uma queda dos futuros das ações e do dólar, aumentando preocupações sobre a independência da Fed.
- Ex-presidentes da Fed e economistas alertaram para riscos económicos decorrentes das ações do governo Trump, que podem afetar empregos e acesso a crédito.
- O mandato de Powell termina em maio, e há receios de que possa manter-se no conselho até janeiro de 2028, o que complicaria vagas futuras para Trump; dois senadores republicanos já criticaram as intimações.
Os preços do ouro atingiram níveis recordes nesta segunda-feira, com o metal a subir para cerca de 4600 USD por onça, após o Departamento de Justiça dos EUA anunciar uma ação judicial contra o banco central. A prata quase atingiu 85 USD por onça, pela primeira vez.
A divulgação, feita pelo chefe da Reserva Federal, Jerome Powell, gerou temores sobre a independência da instituição e impulsionou a procura por ativos de refúgio. Os futuros das ações norte-americanas e o dólar recuaram após as denúncias.
Tensões entre a Casa Branca e o Fed
A possibilidade de indiciar Powell criminalmente, ligada ao custo de intervenções em edifícios da Fed, aumenta a tensão entre a administração e o banco central. O líder da Fed é visto como alvo de pressões para alinhar políticas com Donald Trump.
Economistas e antigos presidentes do Fed assinam uma carta que aponta riscos para a economia decorrentes das ações do governo, incluindo impactos no emprego, crédito imobiliário e empréstimos para automóveis. Trump tem pressionado Powell a reduzir drasticamente as taxas de juros.
Powell afirma que a inflação permanece elevada após as tarifas impostas por Trump, mantendo cautela. O presidente sustenta que a inflação já não é preocupação e defende cortes mais agressivos. O mandato de Powell termina em maio, com dúvidas sobre perspetivas de continuidade até 2028. Dois senadores republicanos já criticaram as intimações e o risco à independência do Fed.
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