- Agricultores protestam contra o acordo UE–Mercosul com tractores em Irlanda, Espanha e França.
- O acordo deverá ser ratificado a 17 de janeiro; falta a aprovação final do Parlamento Europeu.
- Os agricultores dizem que o acordo os prejudica, alegando prejudicar o setor agrícola em favor da indústria automóvel.
- Os protestos intensificaram-se na última semana e mantêm-se após o anúncio de maioria qualificada entre Estados-membros para seguir adiante.
- Enquanto os agricultores criticam, os fabricantes automóveis aparecem satisfeitos com o acordo.
Os agricultores estão a protestar contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Em foco, Irlanda, Espanha e França, onde os protestos ganharam expressão pública com a presença de tractores nas ruas. O movimento surge dias antes da ratificação prevista do acordo, marcada para 17 de janeiro.
Os protestos apontam impactos negativos para o setor agrícola, com preocupação de que os produtores nacionais enfrentem maior concorrência externa. Os organizadores dizem que aIdade dos jovens agricultores pode ficar comprometida se não houver proteção adequada de mercados internos.
O acordo envolve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Enquanto os agricultores defendem a sua posição, alguns setores da indústria automóvel manifestaram consentimento, destacando ganhos em competitividade e estabilidade de cadeia de fornecimento. A ratificação depende, ainda, da aprovação do Parlamento Europeu.
Contexto e desdobramentos
A mobilização intensificou-se na última semana, após anúncios de apoio entre Estados-membros para avançar com o processo. Ainda assim, permanece a expectativa de que o Parlamento Europeu possa introduzir alterações ou condicionantes ao tratado. O desfecho depende de confirmadas votações e de negociações entre as instituições europeias.
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