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Euro digital: para onde caminha a economia europeia

O euro digital pode reforçar a soberania monetária europeia, reduzir a dependência de redes internacionais e impulsionar serviços financeiros inovadores

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  • O euro digital, proposto pelo Banco Central Europeu, é uma forma digital de moeda de banco central destinada a reforçar a soberania monetária europeia e facilitar pagamentos na UE.
  • A Comissão Europeia vê os pagamentos digitais como essenciais para o mercado interno; o relatório do Tribunal de Contas Europeu indica que o valor dos pagamentos digitais na venda a retalho ultrapassou 1 bilião de euros por ano entre 2017 e 2023, mas aponta lacunas de monitorização e padronização.
  • O euro digital seria desenvolvido com normas harmonizadas e interoperáveis, integrando infraestruturas como o TIPS e esquemas como o SEPA para pagamentos instantâneos e interoperáveis.
  • A dependência de esquemas internacionais de cartões, que processam dois terços das transações na Zona Euro, aumenta custos e riscos; o euro digital pretende reduzir essa dependência.
  • A adoção requer cooperação entre autoridades públicas, instituições financeiras e operadores tecnológicos, abrindo caminho a novos serviços como carteiras digitais interoperáveis e pagamentos condicionais, mantendo a moeda pública ao serviço da economia europeia.

A União Europeia está a discutir o futuro do seu ecossistema de pagamentos com o euro digital. O objetivo é assegurar eficiência, resiliência e autonomia, reduzindo a dependência de infraestruturas não europeias e de esquemas de pagamento internacionais.

O euro digital é uma forma digital de moeda de banco central proposta pelo Banco Central Europeu. Não pretende apenas substituir o dinheiro físico, mas reforçar a soberania monetária europeia, promovendo inclusão financeira e uso de infraestruturas da UE.

A Comissão Europeia destaca a importância dos pagamentos digitais para o mercado interno e o crescimento económico. Um relatório do Tribunal de Contas Europeu alerta para lacunas de monitorização e padronização que dificultam avaliar políticas públicas.

Objetivos e vantagens

O euro digital, concebido com normas harmonizadas, pode colmatar falhas de monitorização e impulsionar serviços financeiros inovadores. A integração com infraestruturas como o TIPS e com o SEPA favorece pagamentos instantâneos, online e offline, com menor dependência de intermediários.

Desafios e impactos

A Europa enfrenta uma multiplicidade de esquemas nacionais e uma elevada dependência de redes internacionais para pagamentos com cartão. Dois terços das transações são processadas por esquemas externos, elevando custos e riscos em contextos geopolíticos.

Futuro da infraestrutura europeia

O euro digital promete reduzir vulnerabilidades através de uma solução pan europeia, acessível e segura. A implementação poderá abrir portas a carteiras digitais interoperáveis, pagamentos condicionais e fidelização integrada, fortalecendo a competitividade.

Caminho e implicações

A adoção exige cooperação entre autoridades, bancos e tecnologia. O objetivo é criar uma infraestrutura de pagamentos adequada aos desafios do século XXI, mantendo a neutralidade e a segurança dos cidadãos.

Conclusões operacionais

A moeda digital oficial pode coexistir com soluções privadas, assegurando confiança e estabilidade do sistema financeiro. O euro digital representa uma oportunidade para a Europa liderar a transformação digital, com infraestruturas e valores europeus.

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